quinta-feira, 5 de maio de 2011

O que Deus está esperando de nós?

Na última terça-feira (dia 03/05), assistindo ao jornal regional que passa por volta das 12:15 h., deparei-me com uma notícia que me chamou bastante a atenção, a realização de um show gospel a ocorrer dia 07/05 na cidade onde resido, Belo Horizonte. Não posso negar que, ao ver aquela reportagem, fiquei chocado e profudnamente triste. Mas você pode estar se perguntando, porque triste? Um show evangélico não tem nada demais. Porém, como se dizia nos anos 80, é aí que mora o perigo. A grande maioria dos cristãos vive hoje como se não houvesse perigo em nada nesse mundo; uma vez que aceitei Jesus, não bebo e não fumo, tudo bem, o resto está "liberado". E a Bíblia e a história nos mostram que não é bem assim. 

Vejamos o que mais me chamou a atenção e mais me chocou e entristeceu na citada reportagem, logicamente, à luz das Escrituras Sagradas. 
1. O nome do evento: POP GOSPEL BRASIL. Vejamos o que significa a palarva "gospel": é uma palavra em inglês (EUA) para designar "Evangelho" ou "Boas Novas"; "POP": para nós parece lógico que refere-se a algo popular; no contexto cultural de exposições, shows e eventos, liga-se à uma cultura pop (pop art, como era designada na década de 70), cultura essa completamente desvinculada dos aspectos religiosos e totalmente secular. 

Tudo bem, posso concordar que nós, cristãos, queremos tornar o mais popular possível o conhecimento acerca de Jesus e Suas boas novas de salvação. Porém, uma coisa é tornar algo conhecido, outra é torná-la pop, nesse caso, fazer com que algo sacro e religioso tenha roupagens seculares com a justificativa que sirva para agradar jovens não cristãos e atraí-los para o nosso "lado" - lembremos que Jesus não se fez popular, muito menos pop; também não falou ou fez algo para agradar outros e assim se aproximar deles. Jesus falava a verdade, pregava a verdade e, principalmente, vivia pela verdade, mesmo desagradando até mesmo os mais poderosos. Aquele que se aproxima de Cristo, tem que se aproximar pela fé e pelo amor às Suas verdades, não sendo necessárias estratégias que misturem sagrado e profano nas mesmas coisas para atrair para Jesus quem quer que for ("A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir entre o imundo e o limpo" Ezequiel, 44: 23).

2. Quando ouço o título "POP GOSPEL BRASIL", logo me vem à mente a lembrança outros enventos: POP ROCK BRASIL e AXÉ BRASIL, eventos seculares, onde correm soltas a libertinagem, a glutonaria, a bebedeira e as drogas. Fico então me perguntando que necessidade é essa que o cristão de hoje tem de se parecer com o mundo? Veja o que a Bíblia diz: 

"Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente." (I Cor. 2: 12); 

"o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai," (Gálatas, 1: 4);
"Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo." (Gálatas, 6: 14);

"A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo." (Tiago, 1: 27);

"Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus." (Tiago, 4: 4);

"Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente." (I João, 2: 15-17).

Diante desses versos da Bíblia Sagrada, será que precisamos dizer algo mais acerca dessa necessidade de muitos cristãos hoje imitar as coisas do mundo? Deus aceita rock pra Jesus? Funk pra Jesus? Axé pra Jesus? Forró pra Jesus? Pop pra Jesus? Absolutamente, não, Ele não aceita, pois são coisas do mundo e se são do mundo não são espirituais e, conforme a própria Bíblia diz, não há comunhão entre a luz e as trevas (II Cor., 6: 14).

3. Muitos desses cristãos afirmam que são "livres" em Cristo Jesus e portanto que não há pecado em realizar e participar de eventos dessa natureza. Realmente, quando aceitamos a Jesus como nosso Senhor e Salvador, estamos livres, mas livres do pecado, já não mais somos escravos do pecado e já não mais vivemos pecando (é fato que somos todos pecadores e cometemos pecados, mas é bem diferente viver pecando, ou seja, pecando constantemente e persistentemente). 

Muitos afirmam, ainda, que não bebem, não fumam e que como aceitaram a Jesus podem, agora, agir da maneira que quiserem; isso é uma grande ilusão. Deus nos convida, a cada dia, a nos tornarmos uma nova criatura ("E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas." II Cor. 5: 17); a ser crucificado com Jesus e ressucitar em novidade de vida("Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida." Romanos, 6: 4). E eu pergunto: que novidade de vida é essa em que cristãos querem, cada vez mais se parecer com o mundo e "curtir" as coisas do mundo?

4. Vivemos tempos solenes e, infelizmente, as pessoas comuns e mesmos os cristãos na sua maioria andam desapercebidos. Vejam o que Jesus disse:

"Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos." (Lucas, 17: 26).

Cristo, aqui, não quer dizer que não devamos nos casar, trabalhar e cuidar da nossa vida, mas não devemos deixar as coisas espirituais em segundo plano. Ele prometeu voltar e nenhum de nós sabe o dia e a hora, por isso devemos estar atentos e vivendo santa e piamente ("Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna;" Romanos, 6: 22), orando e vigiando para que esse dia não venha sobre nós como um ladrão e nos pegue a todos de surpresa.

Será que Jesus, em nossos dias, frequentaria esses shows, mesmo que a letras falem dEle? Jesus juntou-se aos pecadores para resgatá-los, mas jamais adentrou ambientes impuros ou pecaminosos; Ele, por meio da Sua bondade, do Seu amor e da pregação da Verdade, atraiu as pessoas a Si e é assim que devemos proceder. Devemos dar o exemplo, exemplo de humildade, de abnegação, de sacrifício se preciso for e de amor para atrair as pessoas a Jesus e o Espírito Santo completar a obra na vida dessas pessoas. 

Escrevo essas linhas não com a intenção de condenar ninguém, afinal eu não sou Deus para julgar, muito menos para condenar alguém. Sei que muitos dos jovens que lá estarão dia 07/05 estão com o coração puro e, em sua inocência, não tem noção do que estão fazendo ou do que estão participando; mas escrevo para alertar aqueles que, pela graça de Deus entrarem em contato com este blog, desejam participar desse evento que em nada ajuda a santificação e a caminhada cristã. 

Que Deus abençoe a todos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mais sinais da volta de Jesus

Voltamos a escrever neste blog devido, infelizmente,  a  mais uma tragédia que chama a atenção de todos nós. Trata-se do terremoto ocorrido no litoral do Japão no dia de hoje (11/03/2011) às 14: 46 horário local e 2:46 horário de Brasília.

Um dos maiores terremotos que se tem notícia - 8.9 graus na escala Richter, escala essa que vai até 9.0; daí a noção da grande magnitude e poder destrutivo desse terremoto, que provocou um tsunami gigantesco que atingiu, principalmente, a cidade de Sendai, província de Miyagi, no norte da arquipélago.

Apesar das imagens chocantes da onda invadindo e devastando a cidade, como o Japão é um país sujeito a constantes terremotos, a população está bem preparada para reagir a esses acontecimentos e poucas mortes foram registradas, levando-se em conta a magnitude do terremoto e a força da onda que invadiu a ilha. Até mesmo Tóquio, a 400 km de Sendai, sofreu com a força da onda, que está prevista para chegar à Ásia e até mesmo aos EUA e ao litoral da América do Sul, felizmente sem força suficiente para provocar grandes estragos.

Mas o que chama mais atenção em mais essa manifestação da natureza é o cumprimento cabal das palavras de Jesus Cristo: "Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares;" (Mateus, 24: 7); "Porque se levantará nação contra nação, e reino, contra reino. Haverá terremotos em vários lugares e também fomes. Estas coisas são o princípio das dores." (Marcos, 13: 8). Como o objetivo principal deste blog é chamar a atenção das pessoas para a breve volta de Cristo (nossa bem aventurada esperança) e os sinais manifestados entre nós não nos deixa dúvida de que a Sua promessa, de retornar, está prestes a acontecer.

Muitos com certeza podem considerar isso fanatismo, alarmismo e afirmar que coisas assim sempre aconteceram. É verdade, sempre aconteceram terremotos, furacões, guerras, violência, etc., mas nunca tiveram a dimensão que agora ganham. Esse terremoto no Japão e a tsunami por ele gerado, por exemplo, foram transmitidos ao vivo por um canal de tv japonesa para o mundo todo. No passado as coisas aconteciam e as notícias lentamente chegavam a outras partes do mundo (isso quando chegavam). O fato é que o mundo está "diminuindo", a população aumentando e as catástrofes cada vez vitimam mais e mais pessoas e, assim, o mundo inteiro, mesmo que de maneira indireta é afetada.

Vejamos por exemplo outro aspecto. Jesus afirmou, no mesmo contexto o seguinte: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos." (Mateus, 24: 12). Alguém é capaz, em sã consciência, de afirmar que isto não está ocorrendo? Quanto nos deparamos com notícias envolvendo a banalização da vida humana? Assassinatos, estupros, conflitos armados, guerras sanguinárias, entre outras coisas. Se olharmos hoje para o mundo muçulmano e os países passando por revoltas, rebeliões que já são consideradas como guerra civil - este é o caso da Líbia.

Podemos entender iniquidade como pecado, maldade, atos contra Deus e contra o nosso próximo. De fato, as pessoas têm se tornado cada vez mais individualistas e egoístas; o que conta é o desejo e a satisfação imediata deste, o preço que se vai pagar não importa, ainda que seja a vida do outro.

Ao navegar pela internet deparei-me com a notícia da morte de uma jovem de 21 anos, assassinada pelo vigia da escola onde trabalhava, por recusar dar-lhe um beijo. Uma jovem bonita, estudante, com uma vida toda a ser construída, destruída em segundos por causa do desejo não satisfeito de uma pessoa. É o amor se esfriando de quase todos ou não?

Amigos e irmãos de fé, a lição de tudo isso é que, apesar dos acontecimentos a nossa fé na volta de Cristo não deve esmorecer jamais, foi Ele mesmo quem afirmou que tudo isso era somente o princípio das dores, mas que deveríamos erguer as nossas cabeças por que nossa redenção se aproxima (ver Lucas, 21: 28).

Deus seja louvado pela fé que nos concede. Façamos cada um a sua parte, primeiramente aceitando a Jesus como nosso Salvador e, além disso, não permitindo que em nossa vida o amor esfrie jamais.

Que Deus abençoe a cada um, aumente a nossa fé e a nossa esperança na breve volta de Jesus.

"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira." (Romanos, 5: 8 e 9).

sábado, 25 de setembro de 2010

Está Consumado

"Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito." (João, 19: 30).

 Nossa irmã e fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen G. White, de maneira inspirada escreveu o seguinte parágrafo, no livro O Desejado de Todas as Nações:

"Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais. Ao meditar assim em Seu grande sacrifício por nós, nossa confiança nEle será mais constante, nosso amor vivificado, e seremos mais profundamente imbuídos de Seu espírito. Se queremos ser salvos afinal, teremos de aprender aos pés da cruz a lição de arrependimento e humilhação." (P. 83).

Cristo, evidentemente para todo o cristão, é modelo e exemplo; e é contemplando ao Cordeiro morto desde a fundação do mundo que seremos transformados em novas criaturas: "E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito." (II Coríntios, 3: 18).

Jesus Cristo, o criador de todo o universo (ver João, 1: 3) deixou toda a Sua glória, ao lado do Pai, para assumir a nossa condição e levar, à cruz, a nossa condenação, qual seja, a morte: "porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. - Romanos, 6: 23; "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus." (II Coríntios, 5: 21). E foi o mesmo Jesus que disse que deveríamos ser iguais a Ele, mansos e humildes de coração (ver Mateus, 11: 29) e, ainda, aprender a nos humilhar assim como Ele próprio se humilhou, ao ponto de morrer a morte mais vergonhosa de todas no lugar de pecadores como nós.

Como criador do universo, mesmo tendo deixado Sua divindade obliterada pela sua humanidade, Ele sabia que deveria padecer e sofrer por cada ser humano, aqueles que já tinham vivido antes dEle, por aqueles que viviam em Sua época e por aqueles que viriam a exisitir: "Tendo dito estas coisas, Jesus levantou os olhos ao céu, e disse: "Pai, é chegada a hora, Glorifica a Teu Filho, para que também o Teu Filho Te glorifique a Ti. Pois lhe deste autoridade sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos os que lhe deste. (...) Por eles me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade. Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela Sua Palavra hão de crer em mim." (João, 17: 1, 2, 19 e 20). E, somente por meio do Seu sofrimento e morte, teríamos a garantia da liberdade - em relação ao pecado - e da vida eterna. Leia, por favor, com atenção, os versos a seguir:

"Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos." (Isaías, 53: 4-6).

"E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João, 3: 14-16).

"E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo." (João, 12: 32).

O castigo que foi lançado sobre Ele e que nos trouxe a paz envolveu sofrimentos físicos (agressões, chibatadas, cora de espinhos e, finalmente, a cruz) e humilhação (aqueles que Ele veio salvar, os do Seu próprio povo, O rejeitaram e foram os primeiros a pedir sua crucifixão). Porém, não foram estes que mais causaram dor em nosso Salvador, mas foram o sofrimento moral, uma vez que Cristo carregava sobre Seus ombros os pecados de toda a humanidade: "carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados." (I Pedro, 2: 24) e, principalmente, a separação do Pai, ocasionada por esses mesmos pecados (ver Isaías, 59: 2).


Na Revista Adventista de março de 2008, o pastor, professor e teólogo José Carlos Ramos, em um artigo acerca do sofrimento de Jesus, escreveu: "Fomos nós que causamos Sua angústia no jardim. Por nossa causa, Ele suou gotas de sangue e teve o coração quebrantado, razão de Sua morte prematura na cruz. Assim, não foram exatamente os maus tratos, o açoite, a própria crucifixão, que mais fizeram Jesus sofrer, mas principalmente o peso dos nossos pecados. (...) Ele amargou a conseqüência última da iniqüidade: separação de Deus, implicando agonia mental tão intensa ‘que Ele mal sentia a dor física’.” (RAMOS, José Carlos. Revista Adventista, p. 14, março de 2008).

A última frase de Cristo, antes de depor Sua vida, “está consumado”, representou, sem dúvida alguma, um brado de dor e de alívio, mas fora também um brado de vitória, qual seja, vitória sobre Satanás e vitória sobre o pecado. Definitivamente o império de Satanás estava destruído e o homem livre do cativeiro do pecado. Jesus pagava, assim, a dívida que era nossa: "porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor." (Romanos, 6: 213). Deus tinha Seu caráter vindicado perante todo o universo e Jesus nos reconciliava com o Pai e abria novamente o caminho para o céu.

Era, também, um brado de amor: amor de um Deus que Se entregou pela raça humana e de um Pai que não poupou Seu próprio Filho: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.” (Romanos, 5: 8-11).

Diante de tão grande sacrifício e de tão grande misericórdia, o apóstolo Paulo expressa sua preocupação com aqueles que negligenciam a salvação em Cristo Jesus: “Como escaparemos nós se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hebreus, 2: 3).

Querido amigo, Jesus Cristo veio a este mundo para morrer por mim e por você; Ele se fez homem e sofreu a fim de que pudesse se compadecer também dos nossos sofrimentos e assim se tornou nosso intercessor e nosso sumo-sacerdote (ver Hebreus, 4: 15). O pecado tem pesado sobre os nossos ombros e sobre aqueles que nós mais amamos; víolência, vícios, maus hábitos, doenças e separação são algumas das consequências da vida que o ser humano tem levado; somente olhando para cristo, autor e consumador da nossa fé (ver Hebreus, 12: 2) ser-nos-á possível viver em novidade de vida; somente Ele poderá nos restituir a alegria de viver e a esperança de uma vida sem dor, sem lágrimas; somente nEle temos a certeza da salvação e da vida eterna.

Haveria de ter sido inútil para nós essa singular manifestação do amor divino? Não é este o momento para também dizermos ‘está consumado’? isto é ‘dou por definitivamente consumada minha entrega a Jesus, devolvendo a Ele o que por direito é Seu?’ Somente assim ser-lhe-á efetivada a posse total de nosso ser. ‘Filho Meu, dá-me o teu coração’ (Provérbios, 23: 26).” (RAMOS, José Carlos. Revista Adventista, p. 14, março de 2008).

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Feliz Sábado!

"Guardareis os meus sábados, e o meu santuário revenrenciareis. Eu sou o Senhor." (Levítico, 19: 30).

Nos tempos anteriores a Cristo, Deus exigiu que se construísse um tabernáculo ou santuário para habitar no meio do povo. Ao mesmo tempo exigia-se do povo o cumprimento de uma série de rituais e festas, tais como a páscoa, primícias, tabernáculos e o dia da expiação. Algumas dessas festas, notadamente o dia da expiação, caíssem o dia que caíssem, deveria ser considerada um sábado (shabat), ou seja, um dia de repouso, assim como o sábado do sétimo dia semanal.

Não um dia para indolência, mas para reverenciar a Deus e o Seu santuário. Os sábados da Bíblia, tanto podem ser o sábado semanal, assim como os sábados cerimoniais (falaremos disto num próximo post).

Precisamos lembrar que, uma vez que Cristo veio como homem, cumpriu toda a justiça (ver Mateus, 3: 15) e tudo que a respeito dEle escreveram os profetas, não havia mais necessidade de rituais e leis, uma vez que o verdadeiro cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo fora morto, fora sacrificado. Não era mais necessário o templo, uma vez que Jesus é Emanuel, ou seja, Deus conosco (ver Mateus, 1: 23) e por meio do Seu representante, o Espírito Santo, Ele habita em cada um de nós - agora, nós somos o templo de Deus:

"Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; pois o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado." (I Coríntios, 3: 16 e 17);

"Ou não sabeis que o nosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus? Não sois de vós mesmos; fostes comprado por bom preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo [e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus]. (I Coríntios, 6: 19 e 20).

Esses versos mostram como devemos nos preocupar em reverenciar o templo de Deus que o nosso próprio corpo - devemos cuidar dele pois fomos comprado por bom preço que é o sangue de Jesus Cristo; esse cuidado envolve a nossa saúde e, consequentemente, tudo aquilo que comemos, aquilo que bebemos, como nos vestimos, como é nosso asseio pessoal, quanto trabalhamos e quanto descansamos. O descanso é parte essencial na busca por boa saúde e o sábado surge como um bálsamo para os cansados, os oprimidos, os estressados; é um dia especial de descanso nos braços de Deus.

Feliz sábado para você e desfrute bem estes momentos maravilhosos com Deus. Não abra mão desse presente maravilhoso.

domingo, 25 de julho de 2010

O sábado foi feito para o homem

"Então lhes disse: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado." (Marcos, 2: 27).

Muito tenho visto, seja em sites de estudos bíblicos ou em sites de cristãos leigos, afirmarem, categoricamente, que o sábado foi feito para os judeus e que, portanto, não é necessário ser observado por nós, "gentios". Outro argumento que se usa é que estamos sob o tempo da graça e sob a nova aliança e que, assim, não estamos mais debaixo da lei, não sendo necessário, consequentemente, observar o sábado como dia de guarda.

São, esses, argumentos verdadeiros ou falaciosos? Para responder a essa pergunta, devemos, antes de tudo, deixar os pré-conceitos de lado, nos vestir com as vestes da humildade e recorrer à única pessoa que pode dirimir essa dúvida: Deus e a Sua Santa Palavra, a Bíblia Sagrada.

Primeiramente, precisamos entender o que é o sábado. A palavra sábado vem do hebraico shabat (שבת ) que siginifica "descanso" e está relacionada "com o verbo shavāt, que significa "cessar", "parar". Apesar de ser vista quase universalmente como "descanso" ou um "período de descanso", uma tradução mais literal seria "cessação", com a implicação de "parar o trabalho" (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Shabat).

O sábado tem a sua origem, segundo o relato bíblico, na criação da terra: "Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. Havendo Deus acabado no sétimo dia a obra que fizera, descansou nesse dia de toda a obra que tinha feito. E abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou, porque nele descansou de toda a obra de criação que fizera." (Gênesis, 2: 1-3). Notamos, portanto, já nesse primeiro relato acerca do sábado, que ele foi instituído por Deus (descansou, abençoou e santificou) em um momento da história (o sétimo dia) quando já existia o ser humano (o mesmo fora criado no sexto dia) e ainda não havia povo judeu ou povo de Israel.

Mas porque Deus descansou? Se acreditamos que Deus é onipotente, e de fato o é, não haveria necessidade de Deus descansar. Mas, além de onipotente, Deus é misericordioso e amoroso; preocupa-se com o bem estar de Suas criaturas, por isso Ele nos deixa o exemplo ao descansar, ao final de Sua obra criadora, esperando que nós façamos o mesmo - imaginemos que não tivéssemos um dia ao menos para descanso em meio à confusão e turbulência da vida moderna, o que seria da nossa saúde física, mental e espiritual? Além disso, ao abençoar o sétimo dia, Ele o tornou um canal de bençãos para os seus filhos e ao santificá-lo, Ele o separou para uso sagrado.¹

É importante ressaltar, ainda, que o sábado não é meramente um dia de "cessação", existe um sentido muito mais amplo por trás da observância desse dia. A própria Bíblia afirma que o sábado é o dia do Senhor - por mais que tentem provar que o dia do Senhor é o domingo, as Sagradas Escrituras afirmam, categoricamente, que esse dia é o sábado; vejamos, nas palavras do próprio criador, Jesus Cristo: "Pois o Filho do homem é senhor do sábado." (Mateus, 12: 8); "Portanto, o Filho do homem até do sábado é senhor." (Marcos, 2: 28); "Então Jesus lhes disse: O Filho do homem é senhor até do sábado." (Lucas, 6: 5). Assim sendo, ao observarmos esse dia conforme Deus nos pede, estamos mostrando ao mundo que servimos ao Deus verdadeiro, ao Deus criador - aí está o grande sentido do sábado, testemunhar ao mundo que há no céu um Deus criador, um Deus mantenedor e um Deus salvador: "Santificai os meus sábados, e servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor vosso Deus." (Ezequiel, 20: 20); nessas palavras, por intermédio do profeta Ezequiel, Deus nos mostra que o sábado é um sinal e um testemunho daqueles que servem e que pertencem a Deus - somente os judeus são servos do Altíssimo ou nós também o somos?

O sábado é sinal também de santificação. A caminhada cristã é uma caminhada em busca da verdadeira e plena santificação, que nada mais é que nos separarmos das coisas do mundo e vivermos uma vida reta e justa diante de Deus (ver I João 2: 15-17); de fato, não temos poder em nós mesmos para isso; necessitamos da obra de Deus em nossos corações e foi por isso que Jesus orou ao Pai: "Eles não são do mundo, como Eu do mundo não sou. Santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade." (João, 17: 16 e 17). Nesses termos, o sábado surge, também, como um sinal da nossa santificação e do processo de transformação e redenção de Deus em nós: "Também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que Eu Sou o Senhor que os santifica." (Ezequiel, 20: 12). Mais uma vez pergunto: somente os judeus devem buscar o caminho da santificação ou todos nós, seguindo a ordem de Cristo, também devemos buscar a santificação?

Uma prova, irrefutável, de que Deus separou o sábado para toda a humanidade e o colocou como sinal de sua aliança com o ser humano e não somente com o judeu, está descrito no capítulo 56 de Isaías, que agora transcrevemos aqui para que você, meu sincero amigo e minha sincera amiga, possa ler e refletir se a observância do sábado foi determinada somente para os judeus:

"Assim diz o SENHOR: Mantende o juízo e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça, prestes a manifestar-se. Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal. Não fale o estrangeiro que se houver chegado ao SENHOR, dizendo: O SENHOR, com efeito, me separará do seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que eu sou uma árvore seca. Porque assim diz o SENHOR: Aos eunucos que guardam os meus sábados, escolhem aquilo que me agrada e abraçam a minha aliança, darei na minha casa e dentro dos meus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará. Aos estrangeiros que se chegam ao SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos. Assim diz o SENHOR Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos." (Isaías, 56: 1-8).

É fácil notar e aceitar, basta sinceridade no coração, de que o sábado é para todos, para os judeus, para o estrangeiro (gentio) e para os eunucos; os que guardam o sábado e não o profanam fazem aquilo que é agradável a Deus. Vejamos mais um trecho do profeta Isaías, agora no capítulo 58: "Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse." (Isaías, 58: 13 e 14). Você pode até questionar: mas não temos por pai a Jacó; esse era pai do povo judeu?! De fato, se pensarmos do ponto de vista físico, do ponto de vista humano. Mas notemos as palavras do apóstolo Paulo na carta aos gálatas: "Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado por justiça, sabe, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão." (Gálatas, 3: 6 e 7); segundo Paulo, espiritualmente, somos filhos de Abraão e, consequentemente, temos por "pai" a Isaque e a Jacó (Israel) e a promessa de Deus a todos que honrarem Seu santo dia é que Ele nos sustentará com a herança de Jacó, nosso pai espiritual e derramará bençãos sem medida sobre nossas cabeças.

Quanto ao argumento de que agora vivemos sob o tempo da graça e não debaixo da lei e que, portanto, estamos desobrigados a guardar o sábado, podemos concluir, também, que isso é uma falácia. Os mandamentos de Deus - única parte da Escritura escrita pelo próprio Deus - são a norma e o fundamento do Seu governo e do Seu caráter. Não podemos imaginar um reino ou uma nação ou mesmo uma pequena coletividade que não tenha uma lei a ser seguida.

Deus sempre exerceu a sua graça para com o ser humano, mesmo em relação às personagens do antigo testamento, pois, mesmo naquela época, as obras não poderiam salvar ninguém, mas somente a fé e o patriarca Abraão é um bom exemplo disso, veja o que o apóstolo Paulo diz: "Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Se, de fato, Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus. O qeu diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça." (Romanos, 4: 1-3). Note bem, foi pela fé que Abraão foi justificado e não pelas obras, o que quer dizer que ao tempo do velho patriarca Deus já concedia a Sua graça e a Sua misericórdia aos homens. O tempo da graça existe desde que Adão e Eva caíram em pecado e Deus fez a promessa de redenção, por meio de Cristo Jesus (ver Gênesis, 3: 14 e 15), reiterando essa promessa a Abraão (ver Gênesis, 12: 3  e Gênesis, 22: 18).

Por isso, devemos refutar o argumento de que estamos sob a graça de Deus e não mais precisamos obedecer Seus mandamentos. Se assim fora, também, poderíamos matar, roubar ou adulterar? Quando Deus estava prestes a entregar as tábuas com os mandamentos, escritos pelo Seu próprio dedo, Deus deu uma ênfase toda especial no quarto mandamento, que diz respeito ao sábado, vejamos: "Disse mais o SENHOR a Moisés: Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica. Portanto, guardareis o sábado, porque é santo para vós outros; aquele que o profanar morrerá; pois qualquer que nele fizer alguma obra será eliminado do meio do seu povo. Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do repouso solene, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do sábado fizer alguma obra morrerá. Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento. E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus." (Êxodo, 31: 12-18).

Jesus, com toda a Sua autoridade, afirmou que não veio para abrogar ou anular a Santa Lei de Deus, mas veio confirmar, veio cumprir e, enquanto, tudo não se cumprir a Lei estará em vigor e com ela o quarto mandamento que é o santo sábado e que aquele que ensinar algo diferente disso será considerado o menor no reino de Deus (ver Mateus, 5: 17-19). E, além disso, a nova alinça, selada pelo sangue de Cristo, previa também a impressão de Sua Lei em nossas mentes e em nossos corações: "Esta é a aliança que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor. Porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei." (Hebreus, 8: 10).

Paulo, inspiradamente, nos mostra que a fé jamais anula a lei e que, ao contrário, nos leva à observância da lei de Deus: "Se Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão, anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes confirmamos a lei." (Romanos, 3: 30-31). Paulo foi o maior defensor da justificação pela fé; e ele estava coberto de razão. Ninguém se salva por obras, por guardar mandamento e por observar o sábado; mas conforme ele mesmo disse, a nossa fé é manifestada pela obediência aos ditames divinos, ou então ele não afirmaria ainda: "Que diremos, pois? Havemos de pecar por não estarmos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum. Portanto, a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom." (Romanos 6: 1 e 7: 12). Não aprofundaremos aqui a discussão acerca do pecado, mas é importante registrar que o apóstolo João afirma que pecado é a transgressão da lei e se lembrarmos que o quarto mandamento (Lembra-te do dia de sábado para o santificar....) faz parte dessa mesma lei, se não o observármos, estaremos transgredindo a lei divina e, consequentemente, caindo em pecado (ver I João, 3: 4).

Portanto caros amigos e caras amigas, a Bíblia nos alerta a não darmos ouvidos a qualquer vento de doutrina; a Palavra de Deus é clara e suficiente para salvar a todos aqueles que a ela se achegarem; "Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração." (Hebreus, 4: 12). Se o seu propósito é servir e adorar a Deus, guarde os Seus mandamentos e honre o Seu santo sábado e todos saberão que é Ele que o santifica e que Ele é o Seu Deus.

"Então o dragão (Satanás) irou-se contra a mulher (igreja), e foi fazer guerra aos demais filhos dela (fiéis), os que guardam os mandamentos de Deus, e mantém o testemunho de Jesus." (Apocalipse, 12: 17).

1 - Alberto R. Timm, O Sábado na Bíblia - Por que Deus faz questão de um dia. Casa Publicadora Brasileira, Série Perspectiva, 2010, p. 25.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sinais do Fim II - A Destruição de Jerusalém

"Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela" (Lucas, 19: 41).

Sempre que se fala em escatologia (estudo sobre os tempos e eventos finais) e nos sinais que antecederão a volta de Jesus Cristo, pensamos logo nos mais evidentes: guerras e rumores de guerras; fomes e doenças; terremotos e calamidades, entre outros. Porém, alguns sinais são mais insinuosos e um desses diz respeito à profecia que Jesus fez acerca da destruição da cidade de Jerusalém.

Cerca de 2.000 anos a.c., Deus chamou a Abraão para com ele fazer uma aliança e fez a promessa que dele faria uma grande nação. Abraão gerou Isaque e esse, por sua vez, gerou a Jacó, cujo nome foi mudado para Israel (ver Gênesis, 32: 22-32). Jacó ou Israel teve 12 filhos homens que deram origem às 12 tribos de Isarel, iniciando-se aí a formação do povo judeu ou povo de Israel.

A aliança de Deus com Abraão se concretizou e tomou forma final quando o povo de Israel peregrinava no deserto do Sinai, após sua fuga do Egito: "Tomou, pois, Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Este é o sangue da aliança que o Senhor fez convosco no tocante a todas estas palavras." (Êxodo, 24: 8). Às palavras de Deus, repassadas por Moisés, o povo, em uma só voz asseverou: "Tudo o que o Senhor falou, faremos. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo. (...) e o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor falou, faremos. Então tomou o livro da aliança, e o leu ao povo, e eles disseram: Tudo o que o Senhor falou faremos, e obedeceremos." (Êxodo, 19: 8 e 24: 3 e 7).

É importante ressaltar que Deus escolheu um povo para que fosse guardador e difusor de Suas verdades. Em meio a um mundo dominado pelo paganismo era interesse de Deus que um grupo de pessoas preservassem a verdadeira adoração ao Deus criador e, além disso, levasse esses conhecimentos aos povos com os quais eles entrassem em contato. Infelizmente, os judeus fracassaram nessa missão e, para piorar, após o reinado do Rei Davi, eles próprios se afastaram de Deus e caíram em idolatria (ver livros de I Reis e II Reis) e, paulatinamente, tornaram-se fechados e exclusivistas. Porém, Deus sempre manteve um remanescente, ou seja, um grupo fiel às Suas verdades e aos Seus princípios; podemos citar, rapidamente, algumas pessoas que,  em meio à corrupção do povo, mantiveram-se fieis a Deus: José, Elias, Eliseu, Daniel, Josias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Davi e muitos outros. Em função desse afastamento, Deus permitiu que, mais uma vez, Seu povo fosse levado ao exílio; desta feita em Babilônia.

No passado, o rei Davi demonstrou a Deus sua intenção de construir um templo em Jerusalém, o que o Senhor não o permitiu, afirmando que um de seus descendentes é que eregiria o templo (ver II Samuel, 7). Trata-se de Salomão, o filho de Davi que o sucedeu no trono sobre Israel. Conta a história que o templo de salomão era algo magnífico, construído com madeiras do Líbano (cedros e ciprestes) e com grande quantidade de ouro. O templo, à época dos patriarcas e dos reis, era o centro da religião judaica; Deus ali se manifestava por meio do Shekinah. Como o povo caiu em idolatria e pecado, Deus permitiu que o rei Nabucodonosor, rei de Babilônia, destruisse a cidade de Jerusalém e junto com ela o magnífico templo de Salomão e, para piorar, Nabucodonosor levou todos os utensílios sagrados do templo para sua cidade. A derrota do povo de Israel não tinha sido somente uma derrota bélica, mas uma derrota espiritual.

Porém, Deus na Sua infinita misericórdia prometera ao povo, por meio do profeta Jeremias, que esse novo cativeiro duraria 70 anos e que após esse tempo o povo voltaria a habitar sua terra natal (ver Jeremias, 25: 11 e 12 e 29: 10). Além dessa promessa, o Senhor fez uma outra de grande significado, por meio do profeta Ageu: "É esta a aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito. E o meu Espírito habita no meio de vós. Não temais. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, dentro em pouco, abalarei os céus, e a terra, e o mar, e a terra seca. Abalarei todas as nações, e o desejado de todas as nações virá, e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos. Minha é a prata, e meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos." (Ageu, 2: 5-9).

Séculos após a destruição do templo de Salomão, por volta do ano 515 a.c. foi erigido um segundo templo, que se tornou conhecido como templo de Herodes. Referindo a esse segundo templo foi que Deus afirmou que sua glória seria maior que a do primeiro. Sabemos pela história que o segundo templo foi um templo belo, mas que não sobrepujou a beleza e imponência do primeiro. O historiador Flávio Josefo, que viveu no primeiro século depois de Cristo, descreveu assim o templo de Herodes: "nada faltava ao exterior do templo para deixar deslumbrados os olhos e a mente. Sendo recoberto por todos os lados com placas maciças de ouro, tão logo despontava o sol, começava o templo a emitir brilhantes raios,  com tal intensidade, que as pessoas que tentassem contemplá-lo teriam que proteger os olhos, como fariam em relação aos raios do sol. Aos estranhos que se aproximavam da cidade, o templo se assemelhava a uma montanha coberta de neve, pois tudo aquilo que não estava recoberto de ouro era absolutamente branco." (The Jewish War, 5.222 [Loeb 3: 269] in MAXWELL, C. Mervyn, Uma nova era segundo as profecias do Apocalipse, p. 16).

Mas, se o segundo templo não sobrepujou a beleza e a imponência do primeiro templo, como Deus pôde afirmar, por meio do profeta Ageu, que a glória do segundo templo seria maior que a do primeiro? Justamente aí, falhou o povo de Israel, ou seja, perderam de vista que o que glorificava o templo não eram as placas de ouro ou as peças de mármore, mas a presença do Senhor dos Exércitos. Em função do exílio e dos sofrimentos advindos em decorrência do pecado e da idolatria, os líderes religiosos judeus lançaram uma sobrecarga sobre as leis divinas (os Dez Mandamentos e as leis civis e cerimoniais dadas a Moisés), levando o povo a uma obediência excessiva e, porque não dizer, opressiva; fixaram seus olhos, sua mente e seus corações na Lei e esqueceram-se do Autor da Lei e isso era tão grande pecado quanto os atos passados do povo.

Ao final dos seus três anos de ministério e uma semana antes de seu suplício, Jesus Cristo caminhava para Jerusalém e ao chegar próximo pôde vislumbrar a Cidade Santa e, como profeta, divisar quão ímpia era agora aquela cidade que por tempos foi a própria morada de Deus entre os homens. Foi por isso que "Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isso está encoberto aos teus olhos. Dias virão sobre ti em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão de todos os lados. Derrubar-te-ão, a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem. Não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste o tempo da tua visitação." (Lucas, 19: 41-44). Jesus, nessa predição, foi claro em afirmar que o pecado daquele povo foi não recebê-lo como o Messias, como o Salvador enviado para salvar a humanidade; mais uma vez aquela cidade estava condenada à destruição; ela e o centro da religião judaica: o templo.

Jesus não só foi rejeitado pelos seus, foi também condenado a uma morte ignominiosa. Ao condenar o Filho de Deus a uma morte violenta e vergonhosa, o povo de Israel estava a selar o seu destino enquanto povo escolhido, e quando afirmaram: "o Seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos." (Mateus, 27: 25), definitivamente determinaram seu destino e trouxeram grande maldição sobre si. Com tristeza profunda a encher-lhe o coração, Jesus predisse a destruição de Jerusalém, afirmando que não ficaria pedra sobre pedra que não fosse derrubada (ver Lucas 21 e Mateus 24).

Além disso, na destruição da Santa Cidade, estava prefigurada a destruição que em breve se abaterá sobre esse planeta, também por causa da impenitência, rebeldia e desobediência da raça humana; assim como os judeus atraíram sobre si destruição, o ser humano, impenitente, rebelde e desobediente, está a atrair sobre si a ira de Deus sem mistura de misericórdia (ver Apocalipse, 14: 10).

Deus, por causa do pecado persistente do povo de Israel, retirara Seu Santo Espírito de Jerusalém, assim será também nesses últimos dias e, sem a atuação do Espírito Santo a reter as forças das trevas, Satanás, o arquiinimigo de Deus, terá livre acesso às almas, levando os homens a se entregarem às paixões mais vis e aos pecados mais assustadores. O apóstolo Paulo, antevendo os últimos dias escreveu: "Sabe, porém, isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeição natural, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também destes." (II Timóteo, 3: 1-5).

"Cristo viu em Jerusalém um símbolo do mundo endurecido na incredulidade e rebelião, e apressando-se ao encontro dos juízos retribuidores de Deus. As desgraças de uma raça decaída, oprimindo-lhe a alma, arrancavam de Seus lábios aquele clamor extremamente amargurado. Viu a história do pecado traçada pelas misérias, lágrimas e sangues humanos; o coração moveu-se-lhe de infinita compaixão pelos aflitos e sofredores da Terra; angustiava-se por aliviar a todos. Contudo, mesmo a Sua mão não poderia demover a onda das desgraças humanas; poucos procurariam a única fonte de auxílio. Ele estava disposto a passar pela morte, a fim de colocar a salvação ao seu alcance; poucos, porém, viriam a Ele para que pudessem ter vida." (WHITE, Ellen G., O Grande Conflito, p. 22).

No ano 70 d.c. Jerusalém foi destruída pelo exército romano. Jesus, em conversa com Seus discípulos, alertou-os: "Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabereis que é chegada a sua desolação." (Lucas, 21: 20); "Portanto, quando virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes." (Mateus, 24: 15 e 16); e os que creram em Suas palavras e fugiram, ao verem Jerusalém sitiada pelos exércitos de Tito, não pereceram na destruição da cidade. Fontes históricas relatam a dramaticidade da luta e do sofrimento daqueles que permaneceram dentro dos muros de Jerusalém: “É então um caso miserável, uma visão que até poria lágrimas em nossos olhos, como os homens aguentaram quanto ao seu alimento ... a fome foi demasiado dura para todas as outras paixões... a tal ponto que os filhos arrancavam os próprios bocados que seus pais estavam comendo de suas próprias bocas, e o que mais dava pena, assim também faziam as mães quanto a seus filhinhos... quando viam alguma casa fechada, isto era para eles sinal de que as pessoas que estavam dentro tinham conseguido alguma comida, e então eles arrombavam as portas e corriam para dentro... os velhos, que seguravam bem sua comida eram espancados, e se as mulheres escondiam o que tinham dentro de suas mãos, seu cabelo era arrancado por fazerem isso...” (JOSEFO, Flávio. Guerras dos Judeus, livro 5, capítulo 10, seção 3).

O mesmo historiador relata como era o povo que habitava aquela cidade: “Eu falarei portanto aberta e francamente aqui de uma vez por todas e brevemente: que nenhuma outra cidade sofreu tais misérias nem nenhuma era produziu uma geração mais frutífera em perversidade do que era esta, desde o começo do mundo.” (Guerras, livro 5, capítulo 10, seção 5).

Jesus predisse com enorme exatidão a destruição de Jerusalém e os sofrimentos e tribulações daqueles dias; portanto, não podemos ser incrédulos quando Cristo afirma: "Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim." (Mateus, 24: 4-14).

Assim como Jesus revelou aos Seus discípulos sinais que antecederiam a destruição de Jerusalém, Ele deixou registrado em Sua Palavra sinais que antecederiam a Sua volta e a destruição do planeta, tal qual nós o conhecemos hoje. Sendo assim, como muitos dos Seus discípulos, atentos aos sinais, conseguiram escapar da destruição e morte, cabe a nós estarmos, também atentos ao sinais que já vemos acontecer, para fugir da ira vindoura de Deus, e sermos achados dignos de estarmos em pé diante do Cordeiro de Deus quando este, cingido com suas vestes de justiça, vier para buscar aqueles que creram em Seu Santo nome e fizeram a Sua vontade.

"Aqui está a paciência dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Apocalipse, 14: 12).

O templo de Jerusalém fora destruído, junto com a cidade, por causa dos pecados do povo de Israel e de sua impiedade. Hoje o templo de Deus é cada um de nós; é trabalho individual e pessoal não permitir que, por conta da incredulidade, impiedade, idolatria e pecado, o templo do Espírito Santo seja destruído no grande dia da ira do Senhor.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Nome da Nossa Igreja

"Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável." (Isaías, 58: 12).

Durante toda a vida as pessoas carregam consigo o seu nome; é a forma mais usual e comum de identificarmos as pessoas. Na antiguidade, notadamente na Bíblia, o nome tinha muito que ver com o caráter das pessoas ou com o deus no qual criam. Vários exemplos podem ser citados, mas basta comentarmos, sucintamente, três:

1 - JACÓ: significa "aquele que engana" ou "aquele que trai"; pela história dessa personagem bíblica, podemos notar que ele fez jus ao seu nome (cf. Gênesis, 27), enganando seu velho pai e seu irmão, "roubando" a benção que seria dada a Esaú. Porém, alguns anos depois, Jacó tem seu nome mudado por Deus para ISRAEL. Agora, arrependido e com a vida transformada, não poderia mais ser chamado de "enganador"; Jacó havia "lutado" espiritualmente com Deus e prevalecido: "Não te chamarás mais Jacó, mas Israel. porque lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste." (Gênesis, 32: 28).

2 - O segundo exemplo que gostaria de destacar é o de DANIEL. Como hebreus e fiéis às suas crenças no único e verdadeiro Deus, os pais de Daniel colocaram esse nome em seu filho para homenagear ao Senhor e o Seu caráter. Daniel significa: DEUS É O MEU JUIZ - em toda a Bíblia, Deus se apresenta como misericordioso, mas também como aquEle que irá se levantar para julgar todos os povos e nações: "E os céus anunciam a sua retidão, pois Deus mesmo é o Juíz. (Salmos, 50; 6). Porém, Daniel estava entre os exilados em Babilônia e lá, como era comum na antiguidade, querendo homenagear seus deuses, Daniel teve o nome mudado para Beltessazar (cf. Daniel, 1: 7), que significa "Bel protege a sua vida". Isso, no entanto, não alterou as crenças e o caráter de Daniel, que, sem dúvida, foi um dos servos mais fiéis a Deus em toda Bíblia.

3 - O último exemplo a ser destacado é o de JESUS, que significa "Deus salva" ou "Deus é a salvação", nome perfeito para aquEle "que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas a si mesmo se esvaziou, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz." (Filipenses, 2: 6 - 8). Além desse, Jesus, o Salvador, recebe outros nomes na Bíblia, vejamos: "Portanto o mesmo Senhor vos dará uma sinal: A virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel. (...) Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o se nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." (Isaías, 7: 14 e 9: 6). Emanuel significa: Deus conosco.

Coisas e entidades também recebem nomes. O edifício onde resido possui um nome; a escola onde os filhos estudam, possui um nome; o clube que frequentamos, também recebe um nome. Com as igrejas não é diferente. Essas recebem um nome que tenha a ver com sua história ou com as doutrinas que prega.

No início do século XIX, um homem chamado Guilherme Miller começou a pregar uma mensagem bíblica que até então estava esquecida: o breve retorno de Jesus Cristo com poder e glória. Muitos, nos Estados Unidos, se uniram a esse homem e a história mostra que outros movimentos, semelhantes a esse, surgiram em vários países na Europa e na América do Sul. No ano de 1844 ocorre o que conhecemos como "grande desapontamento", uma vez que o retorno de Cristo era aguardado para esse ano, o que, efetivamente, não aconteceu. Muitos seguidores de Miller retornaram para suas igrejas de origem, outros, tendo sido desligados delas, persistiram nos estudos das Sagradas Escrituras e perceberam que a promessa da vinda de Cristo é certa, mas que não era possível marcar datas para esse grandioso evento ("Porém, a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente o Pai." Mateus, 4: 36). Um grupo desses sinceros estudiosos começa então a divulgar essa verdade maravilhosa e a necessidade de nos prepararmos para o dia da volta de Jesus. Paralelamente a isso, outra verdade bíblica, que também havia sido esquecida e até mesmo rejeitada pelas denominações cristãs, começa a ser descoberta por esse grupo, a verdade acerca do verdadeiro dia de descanso bíblico: o sábado do sétimo dia.

Ao estudar a Palavra de Deus e receber inspiração do Espírito Santo (notadamente por meio do dom de profecia concedida à Sra. Ellen Gould White), o grupo percebeu a importância e necessidade dessas mensagens em relação à época em que viviam e também à nossa época atual; essas eram as mensagens para o mundo nos seus últimos dias; o mundo, envolto no pecado precisa conhecer a Cristo, se arrepender e ser fiel e obediente aos Seus Mandamentos e estar preparado para o grande dia do retorno de Jesus a essa terra.

Com o passar do tempo e vencidas as resistências naturais para pessoas que haviam passado pelo trauma de se verem desligadas, de forma sumária, de suas igrejas, perceberam a necessidade de organizarem aquele movimento. Assim, no ano de 1863, surgia formalmente a IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA. Esse nome traz em si a síntese dessas mensagens para os últimos dias.

Sem dúvida nenhuma, essas mensagens tornam a Igreja Adventista do Sétimo Dia peculiar em relação às outras denominações cristãs, uma vez que pouco se prega ou se divulga a volta eminente de Jesus Cristo, e muito menos a verdade sobre sábado - essa última é tida em pouquíssima ou nenhuma importância pelo mundo cristão, uma vez que a maioria crê que o sábado fora reservado para os judeus ou que Cristo teria "abolido" os dez mandamentos quando morto na cruz; nenhuma dessas duas afirmações têm embasamento bíblico.

O profeta Daniel nos diz que Satanás lançaria a verdade por terra e que isso prosperaria (cf. Daniel, 8: 12) e, em especial, acerca dessas duas verdades, o inimigo de Deus teve êxito parcial, uma vez que tirou da mente e do coração do homem o conhecimento acerca do retorno de Cristo e acerca do sábado do sétimo dia. Por isso cremos que recebemos, como Igreja e povo, um chamado especial para reparar essa brecha criada por Satanás. Restaurar essas veredas é uma das nossas principais missões.

Em várias partes da Bíblia, o próprio Cristo afirma veementemente, que retornará a esse mundo; por exemplo: "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória." (Mateus, 24: 30). Em toda a Bíblia, também, é ressaltada a verdade sobre o sábado e a necessidade de santificarmos esse dia, conforme o mandamento (cf. Êxodo, 20: 8 - 11). O sábado é um dia tão importante que foi o próprio Jesus quem disse: "Pois o Filho do homem é Senhor do sábado." (Mateus, 12: 8); para bom entendedor, meia palavra basta e quando essa palavra vem de Deus, mais fé devemos colocar nela; de acordo com essa frase de Cristo, podemos asseverar que o sábado é o dia do Senhor, pois do sábado Ele é o Senhor!

Carregar o nome de Adventista do Sétimo Dia é um privilégio, por conhecermos essas verdades. Mas daí advém, também, uma tremenda obrigação, qual seja, viver e pregar essas verdades. Pregar a um mundo que "jaz no maligno" (I João, 5: 19); pregar a um mundo sem esperança, tragado pelo sofrimento da violência e da morte, que Jesus trará um mundo de paz e de vida eternas; mas que para herdarmos o reino de Deus precisamos ser-lhe fiel. Em Apocalipse encontramos uma promessa, condicional, maravilhosa: "Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida." (Apocalipse, 2: 10). Infelizmente, nem todos estão preparados para assumir seu lugar nesse reino; não cabe a nós julgar, cabe divulgar essas mensagens, para que no dia da colheita, o Senhor Jesus possa colher o maior número possível de sementes que germinaram e deram bons frutos.

No decorrer da formação da nossa Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen G. White, inspirada pelo Espírito Santo, escreveu o seguinte texto:

"As feições peculiares e preeminentes de sua fé são a observância do sétimo dia e a expectativa da volta de Cristo nas nuvens do céu. Não podemos adotar outro nome mais apropriado do que esse que concorda com a nossa profissão, exprime a nossa fé e nos caracteriza como povo peculiar. O nome Adventista do Sétimo Dia é uma contínua repreensão ao mundo protestante. É aqui que está a linha divisória entre os que adoram a Deus e os que adoram a besta e recebem seu sinal. O grande conflito é entre os mandamentos de Deus e as exigências da besta. (...) O nome Adventista do Sétimo Dia exibe o verdadeiro caráter de nossa fé e será próprio para persuadir os espíritos indagadores. Como uma flecha da aljava do Senhor, fere os transgressores da lei divina, induzindo ao arrependimento e à fé no Senhor Jesus Cristo." (A Igreja Remanescente, p. 65).

Ao guardar o santo sábado, estamos tornando realidade em nossa vida as palavras de Deus, por meio do profeta Ezequiel: "Santificai os meus sábados, e servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que Eu Sou o Senhor vosso Deus." (Ezequiel, 20: 20). Ao guardar o sábado estamos mostrando para o mundo qual é o nosso Deus: o Deus criador e redentor. Ao aguardar a volta de Cristo, colocando a nossa fé nesse Nome, e guardarmos o seu santo dia, nos tornamos a Igreja Remanescente de Cristo, pois o apóstolo João caracterizou bem a Igreja de Cristo nos últimos dias: "Aqui está a perserverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Apocalipse, 14: 12). João foi claro, para sermos santos e fazermos parte da Igreja de Cristo é necessário ter fé nEle (e, consequentemente, nas Suas promessas) e guardar os mandamentos de Deus (que inclui o quarto, qual seja, a observância do sábado do sétimo dia).

O nome ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA carrega em si todas essas características. Sabemos que a igreja e o nome não nos salvarão; precisamos, antes de mais nada nos apegar à mão de Jesus, trilhar o caminho estreito, fazer a sua vontade, "Se me amais guardareis os Meus mandamentos." (João, 14: 15). Somente pelo poder e misericórdia de Cristo seremos verdadeiros adventistas do sétimo dia.

"Somos adventistas do sétimo dia, e desse nome nunca nos devemos envergonhar. Cumpre-nos, como um povo tomar firme posição ao lado da verdade e da justiça. Assim glorificaremos a Deus. Havemos de ser livrados de perigos, e não enredados nem corrompidos por eles. Para que isto aconteça, precisamos olhar sempre a Jesus, Autor e Consumador de nossa fé." (A Igreja Remanescente, p. 66).

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Feliz Sábado!

"Seis dias trabalharás, mas, ao sétimo dia, descansarás, quer na aradura, quer na sega." (Êxodo, 34: 21).

Deus concedeu o trabalho como uma benção; criou o ser humano ativo e, já no início, havia dado ordem a Adão e Eva para que cuidassemdo jardim. Mas Deus, como criador,sabe das nossas necessidades, especialmente após a entrada do pecado em nosso meio.

O trabalho é bom, mas necessitamos parar e descansar; por isso Deus nos presenteou com o sábado; por isso Ele o abençoou, o santificou e descansou para nos dar o exemplo. No mundo agitado e estressante, é necessário que destinemos um tempo para Deus, para a família e para o próximo. No sábado, devemos orar e estudar a Palavra de Deus, mas devemos também trabalhar em favor do nosso semelhante, seja pregando-lhe a Palavra, seja ajudando nas suas necessidades prementes. Podemos também, e devemos, admirar as obras criadas por Deus, principalmente, contemplando a natureza e suas belezas; assim, estaremos também, ao ajudar o próximo e reconhecer a Deus como criador, rendendo louvor e adoração àquEle que nos criou e nos salvou.

Feliz sábado e que Deus abençoe a todos.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A Lei e a Misericórdia


"Porás o propiciatório em cima da arca; e dentro dela porás o Testemunho, que eu te darei. Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel." (Êxodo, 25: 21 e 22).

Na antiguidade, após a destruição desse mundo pelo dilúvio, Deus decidiu fazer, novamente, Seu nome conhecido por toda a terra e, para tanto, escolheu um homem: Abrão, que posteriormente teria seu nome mudado para Abraão.

Deus dera a seguinte ordem, acompanhada de uma promessa: "Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!" (Gênesis, 12: 1 e 2).  Além dessa promessa, Deus fez-lhe outra, muito mais maravilhosa: "Multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e lhe darei todas estas terras. Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra;" (Gênesis, 26: 4). Essa promessa não é maravilhosa por ter sido garantido a Abraão uma grande descendência, mas porque o Salvador do mundo viria dessa descendência.

Conforme a promessa, Sara, esposa de Abraão teve um filho, Isaque, o filho da promessa (cf. Romanos, 9: 8 e 9). Esse, por sua vez, teve Esaú e Jacó como filhos. Esaú, o mais velho, teria o direito da primogenitura, que na antiguidade envolvia, além das posses materiais do pai como herança, as bençãos espirituais e a responsabilidade de ser o sacerdote da família. Porém, conforme relatado no livro de GênesisEsaú trocou, com Jacó, o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas (cf. Hebreus, 12: 16).

Deus já havia prometido à Rebeca que o filho mais novo, Jacó, daria origem a um povo mais forte que o mais velho, Esaú, e esse seria servo daquele. Deus cumpre Suas promessas e não precisa da ajuda de homens para realizar a Sua vontade. Jacó (como o próprio nome indica: "aquele que engana, traidor") e sua mãe não acreditaram nisso e resolveram "usurpar" as bençãos destinadas a Esaú, enganando seu velho pai Isaque. Por esse motivo, Jacó teve que fugir para não ser morto pelo seu irmão. Nesse ínterim, Jacó casou-se com Rachel e Deus ordenou que ele voltasse à sua terra natal. Jacó e Esaú cruzariam-se pelo caminho e, na sua aflição e medo de ser morto, numa noite, no vale do rio Jaboque, Jacó lutou com Deus (uma luta, claro, espiritual) e disse: "Não te deixarei ir se me não abençoares" (Gênesis, 32: 26), porém, o Senhor, vendo a luta e o arrependimento de Jacó, respondeu: "Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste." (Gênesis, 32: 28). Começa aí, a história do povo de Israel, porque as 12 tribos que deram origem aos judeus, nasceram de Israel (Jacó), filho de Isaque, filho de Abraão.

Devido a um período prolongado de seca e fome, Jacó e seus filhos viram-se obrigados a descer para o Egito a fim de conseguir alimentos. Deus, na Sua providência, já havia preparado um meio para que os israelitas encontrassem abrigo naquela terra estrangeira; José, seu penúltimo e mais amado filho, havia sido vendido como escravo e agora era o "braço direito" do Faráo, rei do Egito (cf. Gênesis, caps. 37 - 48). A Bíblia afirma que o povo de Israel fora colocado na terra de Gósen, um vale fértil, junto ao rio Nilo; isso porque Faraó amava a José. Com o passar dos anos o povo de Israel cresceu e tornou-se numeroso; além disso, José havia morrido, e assim, o novo Faraó via os israelitas como uma ameaça e passou a maltratá-los, fazendo deles escravos (mais de 400 anos de escravidão): "Mas os filhos de Israel foram fecundos, e aumentaram muito, e se multiplicaram, e grandemente se fortaleceram, de maneira que a terra se encheu deles. Entrementes, se levantou novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José. Ele disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. Eia, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e seja o caso que, vindo guerra, ele se ajunte com os nossos inimigos, peleje contra nós e saia da terra. E os egípcios puseram sobre eles feitores de obras, para os afligirem com suas cargas. E os israelitas edificaram a Faraó as cidades-celeiros, Pitom e Ramessés." (Gênesis, 1: 7-11).

Em meio ao sofrimento, os filhos de Israel clamavam por libertação e Deus enviou um libertador: Moisés. Após maravilhosos sinais e demonstrações do poder de Deus, os israelitas receberam "autorização" do Faraó para sair do Egito. O povo de Israel, em função do pecado, vagou no deserto, entre o Egito e a terra prometida (Canaã), por 40 anos.

Ainda no deserto, na região do monte Sinai, Deus dera uma ordem a Moisés: "E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis." (Êxodo, 25: 8 e 9).

Deus não necessita residir em casas feitas por mãos humanas, mas o pecado fez (e faz) separação entre Deus e os homens e, para que Ele pudesse se manifestar em meio ao povo, Ele exigiu que se construísse um Santuário de acordo com Sua determinação, conforme o modelo apresentado a Moisés.

O mais importante, porém, é que o Santuário e o seu ritual representavam o Messias vindouro; aquele que morreria pelos pecados do mundo, disponibilizando a salvação aos seres humanos.

O Santuário era formado pelo pátio (ou átrio), no qual ficavam o altar de holocausto e a pia de bronze; dentro, havia o lugar Santo, no qual estavam, à direita, a mesa com os pães da proposição; à esquerda, o candelabro de sete velas e, á frente, junto ao véu, o altar de incenso. Além do véu, estava o lugar Santíssimo, onde encontrava-se a Arca do Concerto. Sobre a Arca estava o propiciatório e dentro da arca, as tábuas da Lei (os Dez Mandamentos - "E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus." [Êxodo, 31: 18] ), a vara de Arão que floresceu e uma porção do maná. Sobre o propiciatório encontravam-se esculpidos dois anjos, um virado para o outro, olhando para baixo. Era entre esses anjos que, uma vez por ano, no dia da expiação, Deus se manifestava como uma luz (Shekinah).

Como tudo no Santuário representava a Cristo, a arca e o propiciatório nos deixa uma lição maravilhosa, de como a justiça de Deus se encontra com a Sua misericórdia. Jesus precisou morrer por nós porque pecamos e a Bíblia afirma que "todos pecaram e carecem da glória de Deus," (Romanos, 3: 23), e afirma, ainda que, "pecado é a transgressão da lei." (I João, 3: 4). O propiciatório representava a misericórdia de Deus, estando ela acima da Lei, ou seja, por mais pecadores que sejamos, se nos arrependermos verdadeiramente e buscarmos a Deus de coração e alma, encontraremos o perdão e a misericórdia. Porém, o fato de Deus ser misericordioso não diminui a importância da Lei (os Dez Mandamentos) e a necessidade de obediência; os anjos, do propiciatório, olhavam para ela, representando reverência e respeito pela Lei de Deus.

De maneira inspirada, Ellen G. White descreveu da seguinte maneira o encontro da Lei e da Misericórdia, representadas pela arca e o propiciatório: "Além do véu interior estava o santo dos santos, onde se centralizava a cerimônia simbólica da expiação e intercessão, e que formava o elo de ligação entre o Céu e a Terra. Nesse compartimento estava a arca, uma caixa feita de acácia, coberta de ouro por dentro e por fora, e tendo uma coroa de ouro em redor de sua parte superior. Fora feita para ser o receptáculo das tábuas de pedra, sobre as quais o próprio Deus escrevera os Dez Mandamentos. Daí o ser ela chamada a arca do testemunho de Deus, ou a arca do concerto, visto que os Dez Mandamentos foram a base do concerto feito entre Deus e Israel. A cobertura da caixa sagrada chamava-se propiciatório. Este era feito de uma peça inteiriça de ouro, e encimado por querubins do mesmo metal, ficando um de cada lado. Uma asa de cada anjo estendia-se ao alto, enquanto a outra estava fechada sobre o corpo em sinal de reverência e humildade. Ezeq. 1:11. A posição dos querubins, tendo o rosto voltado um para o outro, e olhando reverentemente abaixo para a arca, representava a reverência com que a hoste celestial considera a lei de Deus, e seu interesse no plano da redenção. Acima do propiciatório estava o shekinah, manifestação da presença divina; e dentre os querubins Deus tornava conhecida a Sua vontade. Mensagens divinas às vezes eram comunicadas ao sumo sacerdote por uma voz da nuvem. Algumas vezes uma luz caía sobre o anjo à direita, para significar aprovação ou aceitação; ou uma sombra ou nuvem repousava sobre o que ficava ao lado esquerdo, para revelar reprovação ou rejeição. A lei de Deus, encerrada na arca, era a grande regra de justiça e juízo. Aquela lei sentenciava a morte ao transgressor; mas acima da lei estava o propiciatório, sobre o qual se revelava a presença de Deus, e do qual, em virtude da obra expiatória, se concedia o perdão ao pecador arrependido. Assim na obra de Cristo pela nossa redenção simbolizada pelo ritual do santuário, "a misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram". Sal. 85:10." (White, Ellen G., Patriarcas e Profetas, p. 348-349).

Jesus é a síntese da Justiça e da Misericórdia de Deus: Ele somente precisou morrer porque nós pecamos, mas o fez porque Ele e o Pai são misericordiosos e não abandonaram o ser humano à própria sorte. Aceite agora a Jesus Cristo como seu Salvador e Ele trará refrigério para sua alma, paz e alegria ao seu coração.

Que Deus o abençoe.

PS. Para você ter uma boa ideia de como era o Santuário à época de Moisés clique no link abaixo:
http://www.bibliaonline.net/cursos/estudo_14/Licao13/imagens/santuario.jpg

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Um Dia de Esperança - Feliz Sábado!


"E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado;" (Marcos, 2: 27).

O ser humano, em meio à vida moderna, atribulada e corrida, necessita de momentos de descanso e de paz. O estresse tem sido um "companheiro" constante de todos nós.

Deus, na sua suprema sabedoria e onisciência, ao criar o mundo e o ser humano, concedeu-nos um presente muito especial: o sábado

A fim de levar a verdade do sábado ao conhecimento do maior número de pessoas possível, a Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil e em mais sete países, estará envolvida, neste sábado, dia 15 de maio, no projeto Um Dia de Esperança. Serão distribuídas revistas com artigos que descrevem o prazer, a alegria e a paz que se tem quando observamos esse Mandamento de Deus.

Além da paz e da alegria conquistadas ao descansarmos durante as 24 horas do sétimo dia da semana, por esse ato demonstramos também que aceitamos a Deus como nosso criador e nosso redentor.

* Criador porque a Palavra de Deus nos diz que "Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera." (Gênesis, 2: 1-3). O ser humano é a obra prima de Deus e o sábado a coroação; Ele descansou neste dia para nos dar o exemplo; neste dia Ele contemplou as maravilhas que criara e, assim, o sábado é um dia privilegiado para contemplarmos as obras de Deus, para fazermos o bem ao nosso semelhante e para apreciarmos a companhia do Senhor.

* Redentor porque Jesus veio a esse mundo nos resgatar da maldição do pecado, que é a morte. Ao morrer Ele na cruz do calvário, pagou a dívida que é nossa. Dívida adquirida ao quebramos a Santa Lei de Deus (os Dez Mandamentos), porque o apóstolo João nos diz que pecado é a transgressão da Lei divina (cf. I João, 3: 4); e devemos lembrar que o quarto mandamento nos ordenar observar o sábado como dia de repouso e, quando não o fazemos, estamos a transgredir a Lei de Deus. Além disso, Jesus depôs a sua vida na sexta-feira e ressuscitou no domingo, no sábado, também para nos dar o exemplo, ele descansou na fria tumba em que fora sepultado.

Ao observarmos esse dia renovamos, também, a nossa esperança na volta de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e na restauração desse mundo. O Senhor, por meio do profeta Isaías, nos diz: "E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR." (Isaías, 66: 23); também, o apóstolo Paulo, na sua carta aos Hebreus nos fala: "Porque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera. Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas. Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência." (Hebreus, 4: 4 e 10-11).

Esforcemo-nos, pois, irmãos, para entramos nesse descanso reservado àqueles que são fiéis à Deus e à Sua Palavra. Aceite de Deus esse presente maravilhoso que é o sábado, descanse em Seus braços de amor, deixando toda ansiedade, toda preocupação e todo cansaço aos pés do Salvador: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei." (Mateus, 11:28).

Se você não recebeu a revista, poderá lê-la acessando o link: http://www.esperanca.com.br/umdiadeesperanca/