sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sinais do Fim II - A Destruição de Jerusalém

"Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela" (Lucas, 19: 41).

Sempre que se fala em escatologia (estudo sobre os tempos e eventos finais) e nos sinais que antecederão a volta de Jesus Cristo, pensamos logo nos mais evidentes: guerras e rumores de guerras; fomes e doenças; terremotos e calamidades, entre outros. Porém, alguns sinais são mais insinuosos e um desses diz respeito à profecia que Jesus fez acerca da destruição da cidade de Jerusalém.

Cerca de 2.000 anos a.c., Deus chamou a Abraão para com ele fazer uma aliança e fez a promessa que dele faria uma grande nação. Abraão gerou Isaque e esse, por sua vez, gerou a Jacó, cujo nome foi mudado para Israel (ver Gênesis, 32: 22-32). Jacó ou Israel teve 12 filhos homens que deram origem às 12 tribos de Isarel, iniciando-se aí a formação do povo judeu ou povo de Israel.

A aliança de Deus com Abraão se concretizou e tomou forma final quando o povo de Israel peregrinava no deserto do Sinai, após sua fuga do Egito: "Tomou, pois, Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Este é o sangue da aliança que o Senhor fez convosco no tocante a todas estas palavras." (Êxodo, 24: 8). Às palavras de Deus, repassadas por Moisés, o povo, em uma só voz asseverou: "Tudo o que o Senhor falou, faremos. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo. (...) e o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor falou, faremos. Então tomou o livro da aliança, e o leu ao povo, e eles disseram: Tudo o que o Senhor falou faremos, e obedeceremos." (Êxodo, 19: 8 e 24: 3 e 7).

É importante ressaltar que Deus escolheu um povo para que fosse guardador e difusor de Suas verdades. Em meio a um mundo dominado pelo paganismo era interesse de Deus que um grupo de pessoas preservassem a verdadeira adoração ao Deus criador e, além disso, levasse esses conhecimentos aos povos com os quais eles entrassem em contato. Infelizmente, os judeus fracassaram nessa missão e, para piorar, após o reinado do Rei Davi, eles próprios se afastaram de Deus e caíram em idolatria (ver livros de I Reis e II Reis) e, paulatinamente, tornaram-se fechados e exclusivistas. Porém, Deus sempre manteve um remanescente, ou seja, um grupo fiel às Suas verdades e aos Seus princípios; podemos citar, rapidamente, algumas pessoas que,  em meio à corrupção do povo, mantiveram-se fieis a Deus: José, Elias, Eliseu, Daniel, Josias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Davi e muitos outros. Em função desse afastamento, Deus permitiu que, mais uma vez, Seu povo fosse levado ao exílio; desta feita em Babilônia.

No passado, o rei Davi demonstrou a Deus sua intenção de construir um templo em Jerusalém, o que o Senhor não o permitiu, afirmando que um de seus descendentes é que eregiria o templo (ver II Samuel, 7). Trata-se de Salomão, o filho de Davi que o sucedeu no trono sobre Israel. Conta a história que o templo de salomão era algo magnífico, construído com madeiras do Líbano (cedros e ciprestes) e com grande quantidade de ouro. O templo, à época dos patriarcas e dos reis, era o centro da religião judaica; Deus ali se manifestava por meio do Shekinah. Como o povo caiu em idolatria e pecado, Deus permitiu que o rei Nabucodonosor, rei de Babilônia, destruisse a cidade de Jerusalém e junto com ela o magnífico templo de Salomão e, para piorar, Nabucodonosor levou todos os utensílios sagrados do templo para sua cidade. A derrota do povo de Israel não tinha sido somente uma derrota bélica, mas uma derrota espiritual.

Porém, Deus na Sua infinita misericórdia prometera ao povo, por meio do profeta Jeremias, que esse novo cativeiro duraria 70 anos e que após esse tempo o povo voltaria a habitar sua terra natal (ver Jeremias, 25: 11 e 12 e 29: 10). Além dessa promessa, o Senhor fez uma outra de grande significado, por meio do profeta Ageu: "É esta a aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito. E o meu Espírito habita no meio de vós. Não temais. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, dentro em pouco, abalarei os céus, e a terra, e o mar, e a terra seca. Abalarei todas as nações, e o desejado de todas as nações virá, e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos. Minha é a prata, e meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos." (Ageu, 2: 5-9).

Séculos após a destruição do templo de Salomão, por volta do ano 515 a.c. foi erigido um segundo templo, que se tornou conhecido como templo de Herodes. Referindo a esse segundo templo foi que Deus afirmou que sua glória seria maior que a do primeiro. Sabemos pela história que o segundo templo foi um templo belo, mas que não sobrepujou a beleza e imponência do primeiro. O historiador Flávio Josefo, que viveu no primeiro século depois de Cristo, descreveu assim o templo de Herodes: "nada faltava ao exterior do templo para deixar deslumbrados os olhos e a mente. Sendo recoberto por todos os lados com placas maciças de ouro, tão logo despontava o sol, começava o templo a emitir brilhantes raios,  com tal intensidade, que as pessoas que tentassem contemplá-lo teriam que proteger os olhos, como fariam em relação aos raios do sol. Aos estranhos que se aproximavam da cidade, o templo se assemelhava a uma montanha coberta de neve, pois tudo aquilo que não estava recoberto de ouro era absolutamente branco." (The Jewish War, 5.222 [Loeb 3: 269] in MAXWELL, C. Mervyn, Uma nova era segundo as profecias do Apocalipse, p. 16).

Mas, se o segundo templo não sobrepujou a beleza e a imponência do primeiro templo, como Deus pôde afirmar, por meio do profeta Ageu, que a glória do segundo templo seria maior que a do primeiro? Justamente aí, falhou o povo de Israel, ou seja, perderam de vista que o que glorificava o templo não eram as placas de ouro ou as peças de mármore, mas a presença do Senhor dos Exércitos. Em função do exílio e dos sofrimentos advindos em decorrência do pecado e da idolatria, os líderes religiosos judeus lançaram uma sobrecarga sobre as leis divinas (os Dez Mandamentos e as leis civis e cerimoniais dadas a Moisés), levando o povo a uma obediência excessiva e, porque não dizer, opressiva; fixaram seus olhos, sua mente e seus corações na Lei e esqueceram-se do Autor da Lei e isso era tão grande pecado quanto os atos passados do povo.

Ao final dos seus três anos de ministério e uma semana antes de seu suplício, Jesus Cristo caminhava para Jerusalém e ao chegar próximo pôde vislumbrar a Cidade Santa e, como profeta, divisar quão ímpia era agora aquela cidade que por tempos foi a própria morada de Deus entre os homens. Foi por isso que "Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isso está encoberto aos teus olhos. Dias virão sobre ti em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão de todos os lados. Derrubar-te-ão, a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem. Não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste o tempo da tua visitação." (Lucas, 19: 41-44). Jesus, nessa predição, foi claro em afirmar que o pecado daquele povo foi não recebê-lo como o Messias, como o Salvador enviado para salvar a humanidade; mais uma vez aquela cidade estava condenada à destruição; ela e o centro da religião judaica: o templo.

Jesus não só foi rejeitado pelos seus, foi também condenado a uma morte ignominiosa. Ao condenar o Filho de Deus a uma morte violenta e vergonhosa, o povo de Israel estava a selar o seu destino enquanto povo escolhido, e quando afirmaram: "o Seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos." (Mateus, 27: 25), definitivamente determinaram seu destino e trouxeram grande maldição sobre si. Com tristeza profunda a encher-lhe o coração, Jesus predisse a destruição de Jerusalém, afirmando que não ficaria pedra sobre pedra que não fosse derrubada (ver Lucas 21 e Mateus 24).

Além disso, na destruição da Santa Cidade, estava prefigurada a destruição que em breve se abaterá sobre esse planeta, também por causa da impenitência, rebeldia e desobediência da raça humana; assim como os judeus atraíram sobre si destruição, o ser humano, impenitente, rebelde e desobediente, está a atrair sobre si a ira de Deus sem mistura de misericórdia (ver Apocalipse, 14: 10).

Deus, por causa do pecado persistente do povo de Israel, retirara Seu Santo Espírito de Jerusalém, assim será também nesses últimos dias e, sem a atuação do Espírito Santo a reter as forças das trevas, Satanás, o arquiinimigo de Deus, terá livre acesso às almas, levando os homens a se entregarem às paixões mais vis e aos pecados mais assustadores. O apóstolo Paulo, antevendo os últimos dias escreveu: "Sabe, porém, isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeição natural, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também destes." (II Timóteo, 3: 1-5).

"Cristo viu em Jerusalém um símbolo do mundo endurecido na incredulidade e rebelião, e apressando-se ao encontro dos juízos retribuidores de Deus. As desgraças de uma raça decaída, oprimindo-lhe a alma, arrancavam de Seus lábios aquele clamor extremamente amargurado. Viu a história do pecado traçada pelas misérias, lágrimas e sangues humanos; o coração moveu-se-lhe de infinita compaixão pelos aflitos e sofredores da Terra; angustiava-se por aliviar a todos. Contudo, mesmo a Sua mão não poderia demover a onda das desgraças humanas; poucos procurariam a única fonte de auxílio. Ele estava disposto a passar pela morte, a fim de colocar a salvação ao seu alcance; poucos, porém, viriam a Ele para que pudessem ter vida." (WHITE, Ellen G., O Grande Conflito, p. 22).

No ano 70 d.c. Jerusalém foi destruída pelo exército romano. Jesus, em conversa com Seus discípulos, alertou-os: "Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabereis que é chegada a sua desolação." (Lucas, 21: 20); "Portanto, quando virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes." (Mateus, 24: 15 e 16); e os que creram em Suas palavras e fugiram, ao verem Jerusalém sitiada pelos exércitos de Tito, não pereceram na destruição da cidade. Fontes históricas relatam a dramaticidade da luta e do sofrimento daqueles que permaneceram dentro dos muros de Jerusalém: “É então um caso miserável, uma visão que até poria lágrimas em nossos olhos, como os homens aguentaram quanto ao seu alimento ... a fome foi demasiado dura para todas as outras paixões... a tal ponto que os filhos arrancavam os próprios bocados que seus pais estavam comendo de suas próprias bocas, e o que mais dava pena, assim também faziam as mães quanto a seus filhinhos... quando viam alguma casa fechada, isto era para eles sinal de que as pessoas que estavam dentro tinham conseguido alguma comida, e então eles arrombavam as portas e corriam para dentro... os velhos, que seguravam bem sua comida eram espancados, e se as mulheres escondiam o que tinham dentro de suas mãos, seu cabelo era arrancado por fazerem isso...” (JOSEFO, Flávio. Guerras dos Judeus, livro 5, capítulo 10, seção 3).

O mesmo historiador relata como era o povo que habitava aquela cidade: “Eu falarei portanto aberta e francamente aqui de uma vez por todas e brevemente: que nenhuma outra cidade sofreu tais misérias nem nenhuma era produziu uma geração mais frutífera em perversidade do que era esta, desde o começo do mundo.” (Guerras, livro 5, capítulo 10, seção 5).

Jesus predisse com enorme exatidão a destruição de Jerusalém e os sofrimentos e tribulações daqueles dias; portanto, não podemos ser incrédulos quando Cristo afirma: "Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim." (Mateus, 24: 4-14).

Assim como Jesus revelou aos Seus discípulos sinais que antecederiam a destruição de Jerusalém, Ele deixou registrado em Sua Palavra sinais que antecederiam a Sua volta e a destruição do planeta, tal qual nós o conhecemos hoje. Sendo assim, como muitos dos Seus discípulos, atentos aos sinais, conseguiram escapar da destruição e morte, cabe a nós estarmos, também atentos ao sinais que já vemos acontecer, para fugir da ira vindoura de Deus, e sermos achados dignos de estarmos em pé diante do Cordeiro de Deus quando este, cingido com suas vestes de justiça, vier para buscar aqueles que creram em Seu Santo nome e fizeram a Sua vontade.

"Aqui está a paciência dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Apocalipse, 14: 12).

O templo de Jerusalém fora destruído, junto com a cidade, por causa dos pecados do povo de Israel e de sua impiedade. Hoje o templo de Deus é cada um de nós; é trabalho individual e pessoal não permitir que, por conta da incredulidade, impiedade, idolatria e pecado, o templo do Espírito Santo seja destruído no grande dia da ira do Senhor.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Nome da Nossa Igreja

"Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável." (Isaías, 58: 12).

Durante toda a vida as pessoas carregam consigo o seu nome; é a forma mais usual e comum de identificarmos as pessoas. Na antiguidade, notadamente na Bíblia, o nome tinha muito que ver com o caráter das pessoas ou com o deus no qual criam. Vários exemplos podem ser citados, mas basta comentarmos, sucintamente, três:

1 - JACÓ: significa "aquele que engana" ou "aquele que trai"; pela história dessa personagem bíblica, podemos notar que ele fez jus ao seu nome (cf. Gênesis, 27), enganando seu velho pai e seu irmão, "roubando" a benção que seria dada a Esaú. Porém, alguns anos depois, Jacó tem seu nome mudado por Deus para ISRAEL. Agora, arrependido e com a vida transformada, não poderia mais ser chamado de "enganador"; Jacó havia "lutado" espiritualmente com Deus e prevalecido: "Não te chamarás mais Jacó, mas Israel. porque lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste." (Gênesis, 32: 28).

2 - O segundo exemplo que gostaria de destacar é o de DANIEL. Como hebreus e fiéis às suas crenças no único e verdadeiro Deus, os pais de Daniel colocaram esse nome em seu filho para homenagear ao Senhor e o Seu caráter. Daniel significa: DEUS É O MEU JUIZ - em toda a Bíblia, Deus se apresenta como misericordioso, mas também como aquEle que irá se levantar para julgar todos os povos e nações: "E os céus anunciam a sua retidão, pois Deus mesmo é o Juíz. (Salmos, 50; 6). Porém, Daniel estava entre os exilados em Babilônia e lá, como era comum na antiguidade, querendo homenagear seus deuses, Daniel teve o nome mudado para Beltessazar (cf. Daniel, 1: 7), que significa "Bel protege a sua vida". Isso, no entanto, não alterou as crenças e o caráter de Daniel, que, sem dúvida, foi um dos servos mais fiéis a Deus em toda Bíblia.

3 - O último exemplo a ser destacado é o de JESUS, que significa "Deus salva" ou "Deus é a salvação", nome perfeito para aquEle "que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas a si mesmo se esvaziou, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz." (Filipenses, 2: 6 - 8). Além desse, Jesus, o Salvador, recebe outros nomes na Bíblia, vejamos: "Portanto o mesmo Senhor vos dará uma sinal: A virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel. (...) Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o se nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." (Isaías, 7: 14 e 9: 6). Emanuel significa: Deus conosco.

Coisas e entidades também recebem nomes. O edifício onde resido possui um nome; a escola onde os filhos estudam, possui um nome; o clube que frequentamos, também recebe um nome. Com as igrejas não é diferente. Essas recebem um nome que tenha a ver com sua história ou com as doutrinas que prega.

No início do século XIX, um homem chamado Guilherme Miller começou a pregar uma mensagem bíblica que até então estava esquecida: o breve retorno de Jesus Cristo com poder e glória. Muitos, nos Estados Unidos, se uniram a esse homem e a história mostra que outros movimentos, semelhantes a esse, surgiram em vários países na Europa e na América do Sul. No ano de 1844 ocorre o que conhecemos como "grande desapontamento", uma vez que o retorno de Cristo era aguardado para esse ano, o que, efetivamente, não aconteceu. Muitos seguidores de Miller retornaram para suas igrejas de origem, outros, tendo sido desligados delas, persistiram nos estudos das Sagradas Escrituras e perceberam que a promessa da vinda de Cristo é certa, mas que não era possível marcar datas para esse grandioso evento ("Porém, a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente o Pai." Mateus, 4: 36). Um grupo desses sinceros estudiosos começa então a divulgar essa verdade maravilhosa e a necessidade de nos prepararmos para o dia da volta de Jesus. Paralelamente a isso, outra verdade bíblica, que também havia sido esquecida e até mesmo rejeitada pelas denominações cristãs, começa a ser descoberta por esse grupo, a verdade acerca do verdadeiro dia de descanso bíblico: o sábado do sétimo dia.

Ao estudar a Palavra de Deus e receber inspiração do Espírito Santo (notadamente por meio do dom de profecia concedida à Sra. Ellen Gould White), o grupo percebeu a importância e necessidade dessas mensagens em relação à época em que viviam e também à nossa época atual; essas eram as mensagens para o mundo nos seus últimos dias; o mundo, envolto no pecado precisa conhecer a Cristo, se arrepender e ser fiel e obediente aos Seus Mandamentos e estar preparado para o grande dia do retorno de Jesus a essa terra.

Com o passar do tempo e vencidas as resistências naturais para pessoas que haviam passado pelo trauma de se verem desligadas, de forma sumária, de suas igrejas, perceberam a necessidade de organizarem aquele movimento. Assim, no ano de 1863, surgia formalmente a IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA. Esse nome traz em si a síntese dessas mensagens para os últimos dias.

Sem dúvida nenhuma, essas mensagens tornam a Igreja Adventista do Sétimo Dia peculiar em relação às outras denominações cristãs, uma vez que pouco se prega ou se divulga a volta eminente de Jesus Cristo, e muito menos a verdade sobre sábado - essa última é tida em pouquíssima ou nenhuma importância pelo mundo cristão, uma vez que a maioria crê que o sábado fora reservado para os judeus ou que Cristo teria "abolido" os dez mandamentos quando morto na cruz; nenhuma dessas duas afirmações têm embasamento bíblico.

O profeta Daniel nos diz que Satanás lançaria a verdade por terra e que isso prosperaria (cf. Daniel, 8: 12) e, em especial, acerca dessas duas verdades, o inimigo de Deus teve êxito parcial, uma vez que tirou da mente e do coração do homem o conhecimento acerca do retorno de Cristo e acerca do sábado do sétimo dia. Por isso cremos que recebemos, como Igreja e povo, um chamado especial para reparar essa brecha criada por Satanás. Restaurar essas veredas é uma das nossas principais missões.

Em várias partes da Bíblia, o próprio Cristo afirma veementemente, que retornará a esse mundo; por exemplo: "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória." (Mateus, 24: 30). Em toda a Bíblia, também, é ressaltada a verdade sobre o sábado e a necessidade de santificarmos esse dia, conforme o mandamento (cf. Êxodo, 20: 8 - 11). O sábado é um dia tão importante que foi o próprio Jesus quem disse: "Pois o Filho do homem é Senhor do sábado." (Mateus, 12: 8); para bom entendedor, meia palavra basta e quando essa palavra vem de Deus, mais fé devemos colocar nela; de acordo com essa frase de Cristo, podemos asseverar que o sábado é o dia do Senhor, pois do sábado Ele é o Senhor!

Carregar o nome de Adventista do Sétimo Dia é um privilégio, por conhecermos essas verdades. Mas daí advém, também, uma tremenda obrigação, qual seja, viver e pregar essas verdades. Pregar a um mundo que "jaz no maligno" (I João, 5: 19); pregar a um mundo sem esperança, tragado pelo sofrimento da violência e da morte, que Jesus trará um mundo de paz e de vida eternas; mas que para herdarmos o reino de Deus precisamos ser-lhe fiel. Em Apocalipse encontramos uma promessa, condicional, maravilhosa: "Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida." (Apocalipse, 2: 10). Infelizmente, nem todos estão preparados para assumir seu lugar nesse reino; não cabe a nós julgar, cabe divulgar essas mensagens, para que no dia da colheita, o Senhor Jesus possa colher o maior número possível de sementes que germinaram e deram bons frutos.

No decorrer da formação da nossa Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen G. White, inspirada pelo Espírito Santo, escreveu o seguinte texto:

"As feições peculiares e preeminentes de sua fé são a observância do sétimo dia e a expectativa da volta de Cristo nas nuvens do céu. Não podemos adotar outro nome mais apropriado do que esse que concorda com a nossa profissão, exprime a nossa fé e nos caracteriza como povo peculiar. O nome Adventista do Sétimo Dia é uma contínua repreensão ao mundo protestante. É aqui que está a linha divisória entre os que adoram a Deus e os que adoram a besta e recebem seu sinal. O grande conflito é entre os mandamentos de Deus e as exigências da besta. (...) O nome Adventista do Sétimo Dia exibe o verdadeiro caráter de nossa fé e será próprio para persuadir os espíritos indagadores. Como uma flecha da aljava do Senhor, fere os transgressores da lei divina, induzindo ao arrependimento e à fé no Senhor Jesus Cristo." (A Igreja Remanescente, p. 65).

Ao guardar o santo sábado, estamos tornando realidade em nossa vida as palavras de Deus, por meio do profeta Ezequiel: "Santificai os meus sábados, e servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que Eu Sou o Senhor vosso Deus." (Ezequiel, 20: 20). Ao guardar o sábado estamos mostrando para o mundo qual é o nosso Deus: o Deus criador e redentor. Ao aguardar a volta de Cristo, colocando a nossa fé nesse Nome, e guardarmos o seu santo dia, nos tornamos a Igreja Remanescente de Cristo, pois o apóstolo João caracterizou bem a Igreja de Cristo nos últimos dias: "Aqui está a perserverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Apocalipse, 14: 12). João foi claro, para sermos santos e fazermos parte da Igreja de Cristo é necessário ter fé nEle (e, consequentemente, nas Suas promessas) e guardar os mandamentos de Deus (que inclui o quarto, qual seja, a observância do sábado do sétimo dia).

O nome ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA carrega em si todas essas características. Sabemos que a igreja e o nome não nos salvarão; precisamos, antes de mais nada nos apegar à mão de Jesus, trilhar o caminho estreito, fazer a sua vontade, "Se me amais guardareis os Meus mandamentos." (João, 14: 15). Somente pelo poder e misericórdia de Cristo seremos verdadeiros adventistas do sétimo dia.

"Somos adventistas do sétimo dia, e desse nome nunca nos devemos envergonhar. Cumpre-nos, como um povo tomar firme posição ao lado da verdade e da justiça. Assim glorificaremos a Deus. Havemos de ser livrados de perigos, e não enredados nem corrompidos por eles. Para que isto aconteça, precisamos olhar sempre a Jesus, Autor e Consumador de nossa fé." (A Igreja Remanescente, p. 66).

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Feliz Sábado!

"Seis dias trabalharás, mas, ao sétimo dia, descansarás, quer na aradura, quer na sega." (Êxodo, 34: 21).

Deus concedeu o trabalho como uma benção; criou o ser humano ativo e, já no início, havia dado ordem a Adão e Eva para que cuidassemdo jardim. Mas Deus, como criador,sabe das nossas necessidades, especialmente após a entrada do pecado em nosso meio.

O trabalho é bom, mas necessitamos parar e descansar; por isso Deus nos presenteou com o sábado; por isso Ele o abençoou, o santificou e descansou para nos dar o exemplo. No mundo agitado e estressante, é necessário que destinemos um tempo para Deus, para a família e para o próximo. No sábado, devemos orar e estudar a Palavra de Deus, mas devemos também trabalhar em favor do nosso semelhante, seja pregando-lhe a Palavra, seja ajudando nas suas necessidades prementes. Podemos também, e devemos, admirar as obras criadas por Deus, principalmente, contemplando a natureza e suas belezas; assim, estaremos também, ao ajudar o próximo e reconhecer a Deus como criador, rendendo louvor e adoração àquEle que nos criou e nos salvou.

Feliz sábado e que Deus abençoe a todos.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A Lei e a Misericórdia


"Porás o propiciatório em cima da arca; e dentro dela porás o Testemunho, que eu te darei. Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel." (Êxodo, 25: 21 e 22).

Na antiguidade, após a destruição desse mundo pelo dilúvio, Deus decidiu fazer, novamente, Seu nome conhecido por toda a terra e, para tanto, escolheu um homem: Abrão, que posteriormente teria seu nome mudado para Abraão.

Deus dera a seguinte ordem, acompanhada de uma promessa: "Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!" (Gênesis, 12: 1 e 2).  Além dessa promessa, Deus fez-lhe outra, muito mais maravilhosa: "Multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e lhe darei todas estas terras. Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra;" (Gênesis, 26: 4). Essa promessa não é maravilhosa por ter sido garantido a Abraão uma grande descendência, mas porque o Salvador do mundo viria dessa descendência.

Conforme a promessa, Sara, esposa de Abraão teve um filho, Isaque, o filho da promessa (cf. Romanos, 9: 8 e 9). Esse, por sua vez, teve Esaú e Jacó como filhos. Esaú, o mais velho, teria o direito da primogenitura, que na antiguidade envolvia, além das posses materiais do pai como herança, as bençãos espirituais e a responsabilidade de ser o sacerdote da família. Porém, conforme relatado no livro de GênesisEsaú trocou, com Jacó, o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas (cf. Hebreus, 12: 16).

Deus já havia prometido à Rebeca que o filho mais novo, Jacó, daria origem a um povo mais forte que o mais velho, Esaú, e esse seria servo daquele. Deus cumpre Suas promessas e não precisa da ajuda de homens para realizar a Sua vontade. Jacó (como o próprio nome indica: "aquele que engana, traidor") e sua mãe não acreditaram nisso e resolveram "usurpar" as bençãos destinadas a Esaú, enganando seu velho pai Isaque. Por esse motivo, Jacó teve que fugir para não ser morto pelo seu irmão. Nesse ínterim, Jacó casou-se com Rachel e Deus ordenou que ele voltasse à sua terra natal. Jacó e Esaú cruzariam-se pelo caminho e, na sua aflição e medo de ser morto, numa noite, no vale do rio Jaboque, Jacó lutou com Deus (uma luta, claro, espiritual) e disse: "Não te deixarei ir se me não abençoares" (Gênesis, 32: 26), porém, o Senhor, vendo a luta e o arrependimento de Jacó, respondeu: "Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste." (Gênesis, 32: 28). Começa aí, a história do povo de Israel, porque as 12 tribos que deram origem aos judeus, nasceram de Israel (Jacó), filho de Isaque, filho de Abraão.

Devido a um período prolongado de seca e fome, Jacó e seus filhos viram-se obrigados a descer para o Egito a fim de conseguir alimentos. Deus, na Sua providência, já havia preparado um meio para que os israelitas encontrassem abrigo naquela terra estrangeira; José, seu penúltimo e mais amado filho, havia sido vendido como escravo e agora era o "braço direito" do Faráo, rei do Egito (cf. Gênesis, caps. 37 - 48). A Bíblia afirma que o povo de Israel fora colocado na terra de Gósen, um vale fértil, junto ao rio Nilo; isso porque Faraó amava a José. Com o passar dos anos o povo de Israel cresceu e tornou-se numeroso; além disso, José havia morrido, e assim, o novo Faraó via os israelitas como uma ameaça e passou a maltratá-los, fazendo deles escravos (mais de 400 anos de escravidão): "Mas os filhos de Israel foram fecundos, e aumentaram muito, e se multiplicaram, e grandemente se fortaleceram, de maneira que a terra se encheu deles. Entrementes, se levantou novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José. Ele disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. Eia, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e seja o caso que, vindo guerra, ele se ajunte com os nossos inimigos, peleje contra nós e saia da terra. E os egípcios puseram sobre eles feitores de obras, para os afligirem com suas cargas. E os israelitas edificaram a Faraó as cidades-celeiros, Pitom e Ramessés." (Gênesis, 1: 7-11).

Em meio ao sofrimento, os filhos de Israel clamavam por libertação e Deus enviou um libertador: Moisés. Após maravilhosos sinais e demonstrações do poder de Deus, os israelitas receberam "autorização" do Faraó para sair do Egito. O povo de Israel, em função do pecado, vagou no deserto, entre o Egito e a terra prometida (Canaã), por 40 anos.

Ainda no deserto, na região do monte Sinai, Deus dera uma ordem a Moisés: "E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis." (Êxodo, 25: 8 e 9).

Deus não necessita residir em casas feitas por mãos humanas, mas o pecado fez (e faz) separação entre Deus e os homens e, para que Ele pudesse se manifestar em meio ao povo, Ele exigiu que se construísse um Santuário de acordo com Sua determinação, conforme o modelo apresentado a Moisés.

O mais importante, porém, é que o Santuário e o seu ritual representavam o Messias vindouro; aquele que morreria pelos pecados do mundo, disponibilizando a salvação aos seres humanos.

O Santuário era formado pelo pátio (ou átrio), no qual ficavam o altar de holocausto e a pia de bronze; dentro, havia o lugar Santo, no qual estavam, à direita, a mesa com os pães da proposição; à esquerda, o candelabro de sete velas e, á frente, junto ao véu, o altar de incenso. Além do véu, estava o lugar Santíssimo, onde encontrava-se a Arca do Concerto. Sobre a Arca estava o propiciatório e dentro da arca, as tábuas da Lei (os Dez Mandamentos - "E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus." [Êxodo, 31: 18] ), a vara de Arão que floresceu e uma porção do maná. Sobre o propiciatório encontravam-se esculpidos dois anjos, um virado para o outro, olhando para baixo. Era entre esses anjos que, uma vez por ano, no dia da expiação, Deus se manifestava como uma luz (Shekinah).

Como tudo no Santuário representava a Cristo, a arca e o propiciatório nos deixa uma lição maravilhosa, de como a justiça de Deus se encontra com a Sua misericórdia. Jesus precisou morrer por nós porque pecamos e a Bíblia afirma que "todos pecaram e carecem da glória de Deus," (Romanos, 3: 23), e afirma, ainda que, "pecado é a transgressão da lei." (I João, 3: 4). O propiciatório representava a misericórdia de Deus, estando ela acima da Lei, ou seja, por mais pecadores que sejamos, se nos arrependermos verdadeiramente e buscarmos a Deus de coração e alma, encontraremos o perdão e a misericórdia. Porém, o fato de Deus ser misericordioso não diminui a importância da Lei (os Dez Mandamentos) e a necessidade de obediência; os anjos, do propiciatório, olhavam para ela, representando reverência e respeito pela Lei de Deus.

De maneira inspirada, Ellen G. White descreveu da seguinte maneira o encontro da Lei e da Misericórdia, representadas pela arca e o propiciatório: "Além do véu interior estava o santo dos santos, onde se centralizava a cerimônia simbólica da expiação e intercessão, e que formava o elo de ligação entre o Céu e a Terra. Nesse compartimento estava a arca, uma caixa feita de acácia, coberta de ouro por dentro e por fora, e tendo uma coroa de ouro em redor de sua parte superior. Fora feita para ser o receptáculo das tábuas de pedra, sobre as quais o próprio Deus escrevera os Dez Mandamentos. Daí o ser ela chamada a arca do testemunho de Deus, ou a arca do concerto, visto que os Dez Mandamentos foram a base do concerto feito entre Deus e Israel. A cobertura da caixa sagrada chamava-se propiciatório. Este era feito de uma peça inteiriça de ouro, e encimado por querubins do mesmo metal, ficando um de cada lado. Uma asa de cada anjo estendia-se ao alto, enquanto a outra estava fechada sobre o corpo em sinal de reverência e humildade. Ezeq. 1:11. A posição dos querubins, tendo o rosto voltado um para o outro, e olhando reverentemente abaixo para a arca, representava a reverência com que a hoste celestial considera a lei de Deus, e seu interesse no plano da redenção. Acima do propiciatório estava o shekinah, manifestação da presença divina; e dentre os querubins Deus tornava conhecida a Sua vontade. Mensagens divinas às vezes eram comunicadas ao sumo sacerdote por uma voz da nuvem. Algumas vezes uma luz caía sobre o anjo à direita, para significar aprovação ou aceitação; ou uma sombra ou nuvem repousava sobre o que ficava ao lado esquerdo, para revelar reprovação ou rejeição. A lei de Deus, encerrada na arca, era a grande regra de justiça e juízo. Aquela lei sentenciava a morte ao transgressor; mas acima da lei estava o propiciatório, sobre o qual se revelava a presença de Deus, e do qual, em virtude da obra expiatória, se concedia o perdão ao pecador arrependido. Assim na obra de Cristo pela nossa redenção simbolizada pelo ritual do santuário, "a misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram". Sal. 85:10." (White, Ellen G., Patriarcas e Profetas, p. 348-349).

Jesus é a síntese da Justiça e da Misericórdia de Deus: Ele somente precisou morrer porque nós pecamos, mas o fez porque Ele e o Pai são misericordiosos e não abandonaram o ser humano à própria sorte. Aceite agora a Jesus Cristo como seu Salvador e Ele trará refrigério para sua alma, paz e alegria ao seu coração.

Que Deus o abençoe.

PS. Para você ter uma boa ideia de como era o Santuário à época de Moisés clique no link abaixo:
http://www.bibliaonline.net/cursos/estudo_14/Licao13/imagens/santuario.jpg

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Um Dia de Esperança - Feliz Sábado!


"E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado;" (Marcos, 2: 27).

O ser humano, em meio à vida moderna, atribulada e corrida, necessita de momentos de descanso e de paz. O estresse tem sido um "companheiro" constante de todos nós.

Deus, na sua suprema sabedoria e onisciência, ao criar o mundo e o ser humano, concedeu-nos um presente muito especial: o sábado

A fim de levar a verdade do sábado ao conhecimento do maior número de pessoas possível, a Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil e em mais sete países, estará envolvida, neste sábado, dia 15 de maio, no projeto Um Dia de Esperança. Serão distribuídas revistas com artigos que descrevem o prazer, a alegria e a paz que se tem quando observamos esse Mandamento de Deus.

Além da paz e da alegria conquistadas ao descansarmos durante as 24 horas do sétimo dia da semana, por esse ato demonstramos também que aceitamos a Deus como nosso criador e nosso redentor.

* Criador porque a Palavra de Deus nos diz que "Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera." (Gênesis, 2: 1-3). O ser humano é a obra prima de Deus e o sábado a coroação; Ele descansou neste dia para nos dar o exemplo; neste dia Ele contemplou as maravilhas que criara e, assim, o sábado é um dia privilegiado para contemplarmos as obras de Deus, para fazermos o bem ao nosso semelhante e para apreciarmos a companhia do Senhor.

* Redentor porque Jesus veio a esse mundo nos resgatar da maldição do pecado, que é a morte. Ao morrer Ele na cruz do calvário, pagou a dívida que é nossa. Dívida adquirida ao quebramos a Santa Lei de Deus (os Dez Mandamentos), porque o apóstolo João nos diz que pecado é a transgressão da Lei divina (cf. I João, 3: 4); e devemos lembrar que o quarto mandamento nos ordenar observar o sábado como dia de repouso e, quando não o fazemos, estamos a transgredir a Lei de Deus. Além disso, Jesus depôs a sua vida na sexta-feira e ressuscitou no domingo, no sábado, também para nos dar o exemplo, ele descansou na fria tumba em que fora sepultado.

Ao observarmos esse dia renovamos, também, a nossa esperança na volta de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e na restauração desse mundo. O Senhor, por meio do profeta Isaías, nos diz: "E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR." (Isaías, 66: 23); também, o apóstolo Paulo, na sua carta aos Hebreus nos fala: "Porque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera. Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas. Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência." (Hebreus, 4: 4 e 10-11).

Esforcemo-nos, pois, irmãos, para entramos nesse descanso reservado àqueles que são fiéis à Deus e à Sua Palavra. Aceite de Deus esse presente maravilhoso que é o sábado, descanse em Seus braços de amor, deixando toda ansiedade, toda preocupação e todo cansaço aos pés do Salvador: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei." (Mateus, 11:28).

Se você não recebeu a revista, poderá lê-la acessando o link: http://www.esperanca.com.br/umdiadeesperanca/

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Feliz Sábado!


"Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento. E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus." (Êxodo, 31: 16-18).

NOTA: A Bíblia nos diz que todos que aceitaram a fé em Jesus Cristo são filhos de Abraão, ou seja, pela fé, espiritualmente, somos descendentes de Abraão, de Isaque e de Jacó, também chamado Israel. Por isso, a aliança que Deus faz com Seu povo por meio do sangue de Cristo, leva-nos, também pela fé e também pelo amor, a guardar os Seus Mandamentos, incluindo aí o 4º, que diz respeito à observância do santo sábado.

Deus o abençoe.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Feliz Sábado!


"Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua serva e o forasteiro." (Êxodo, 23: 12).

NOTA: Na Bíblia de Referência Thompson, uma Bíblia muito utilizada por estudiosos e teólogos (Trad. João Ferreira de Almeida), esse capítulo do livro do Êxodo, recebe o seguinte título: "Leis de justiça e misericórdia". Isso demonstra que o sábado é um ato de justiça e, principalmente, de misericórdia de Deus para com os homens. Deus se preocupa com todos os detalhes, inclusive com a necessidade humana de descanso semanal. Enquanto os homens se preocupam com o ganho e o lucro fáceis, mesmo que por meio da exploração de outros semelhantes, Deus preocupa com o nosso bem estar físico, mental e espiritual. Descanse no dia por Ele determinado e sentirá as bençãos de Deus derramadas sobre você.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ressurreição ou Reencarnação?

"Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus." (Mateus, 22: 29).

Deus, por meio do profeta Oséias (o primeiro dos considerados profetas "menores") escreveu que "O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento." (Oséias, 4: 6). Infelizmente, essa afirmação continua sendo verdade em nossos dias.

Em função de vários fatores, temos visto, nesses últimos meses (e porque não dizer últimos anos), um crescente interesse por assuntos concernentes ao espiritismo e suas doutrinas, sendo a principal delas a reencarnação e a aparição de espíritos de pessoas que já faleceram. Mas, o que a Palavra de Deus diz a respeito disso? Aprova, a Bíblia, a consulta aos mortos? Nós, reencarnaremos ou ressuscitaremos?

Para começarmos, é importante lembrar que Jesus Cristo predisse Sua morte e Sua ressurreição: "Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia." (Mateus, 16: 21). Quando Jesus ressuscitou, Ele ressuscitou com o mesmo corpo, porém glorificado. Ele jamais afirmou ser um espírito evoluído e reencarnado, que passou por estágios de evolução até chegar àquele ponto; até porque a Bíblia nos apresenta a Cristo como redentor e, notem bem, como criador de todas as coisas: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens." (João, 1: 1-4). Como pode o criador evoluir? Jesus existe de eternidade a eternidade!

A Bíblia no diz que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus; fomos criados perfeitos e sem pecado; não obstante isso, fomos criados livres, tanto que optamos por desobedecer a Deus e viver em pecado. Deus havia alertado os nossos primeiros pais que,caso desobedecessem, a consequência para tal ato seria a morte. Porém, Satanás os convenceu de que não morreriam. Foi o primeiro engano perpetrado pelo inimigo das nossas almas. E, infelizmente, esse engano avança até hoje, pois se cremos que, efetivamente, não morremos, que temos uma alma imortal, Satanás obtém êxito no seu intento.

Se cremos que, ao morrer fisicamente, vamos para um outro plano, uma outra dimensão, o sacrifício de Cristo é colocado em xeque; aí está o principal objetivo de Satanás: fazer-nos desacreditar que a morte de Cristo tem algum significado ou alguma valia. Se eu sou capaz de evoluir, progredir e, por meus próprios méritos me tornar, ao longo das eras, uma pessoa melhor, o sacrifício de Cristo foi em vão e desnecessário. Esta idéia vai contra tudo o que a Bíblia prega. Vejamos: "pois todos pecaram e carecem da glória de Deus," (Romanos, 3: 23); "porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor." (Romanos, 6: 23). Segundo esses dois versos do apóstolo Paulo, fica claro que aquele que pecar deve morrer e, se todos pecamos, todos devemos morrer, certo? E qual a solução para a morte: JESUS CRISTO.

A morte significa cessação total da consciência; morte é o oposto de vida. "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol." (Eclesiastes, 9: 5 e 6); "Os mortos não louvam o SENHOR, nem os que descem à região do silêncio. Nós, porém, bendiremos o SENHOR, desde agora e para sempre. Aleluia!" (Salmos, 115: 17 e 18) e "A sepultura não te pode louvar, nem a morte glorificar-te; não esperam em tua fidelidade os que descem à cova. Os vivos, somente os vivos, esses te louvam como hoje eu o faço; o pai fará notória aos filhos a tua fidelidade." (Isaías, 38: 18  19). Se os mortos não podem louvar a Deus, se os mortos não podem bendizer a Deus, se os mortos não sabem coisa alguma, nem tão pouco tem recompensa, como pode haver uma alma com consciência após a morte física?

É importante saber que, quando Deus criou o homem, este se tornou alma viventenão passou a ter uma alma; entende a diferença? Cada ser humano, segundo a Bíblia, é uma alma vivente (corpo + espírito, que é fôlego de vida); eu sou uma alma vivente e você é uma alma vivente; nós não temos uma alma: "Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente." (Gênesis, 2: 7). E, quando o homem pecou sua condenação foi de que "No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás." (Gênesis, 2: 19). Lembra-se de qual fora a primeira mentira de Satanás? Que o ser humano não morreria!

Pedro, no seu famoso discurso no dia de Pentecostes, no qual 3.000 pessoas se converteram à fé cristã, afirmou: "Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção. A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés. (Atos, 2: 29 - 35). Pedro afirma que Davi, o "homem segundo o coração de Deus", não subiu aos céus; isto quer dizer que ele foi para o inferno? De jeito nenhum. Deus dá testemunho de Davi, Jesus deu testemunho de Davi; como este homem, caso houvesse vida após a morte, não subiria aos céus? Como o "homem segundo o coração de Deus" não estaria no Paraíso após seu falecimento? Porque não existe vida após a morte!

Muitos podem perguntar então: "como pode ser isso, se muitos afirmam manter contato com os mortos?". Primeiro, é importante ressaltar que Deus proibiou e condenou o consultar mortos:
* "Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus. (Levítico, 19: 31);

* "Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros, para se prostituir com eles, eu me voltarei contra ele e o eliminarei do meio do seu povo." (Levítico, 20: 6);

* "Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos;" (Deuteronômio, 18: 10 e 11);

* "Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o SENHOR, por causa da palavra do SENHOR, que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante." (I Crônicas, 10; 13);

* "Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?" (Isaías, 8: 19).

Fica claro que não é do agrado de Deus o ato de consultar os que já morreram. Até porque aqueles que aparecem, não são as almas dos nossos queridos que já faleceram (afinal, vimos que o homem não possui uma alma, mas que ele é uma alma); leiam com atenção o verso a seguir, escrito pelo apóstolo Paulo: "Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras." (II Coríntios, 11: 13 - 15).

A verdade pode parecer dura, mas é de fato isso: Satanás é um anjo, caído, mas um anjo. Ele apareceu para Cristo no deserto como anjo de luz (ver Mateus, 4: 1 - 11) e, pelo poder que ainda tem, ele e seus anjos podem se passar por entes e amigos queridos que já faleceram. Satanás usa seres humanos para deturpar a verdade, mas ele mesmo, muitas vezes, assume, juntamente com seus ministros (anjos caídos), as tarefas a serem desempenhadas.

O fato é que todos aqueles que um dia passaram por essa terra e já faleceram, estão dormindo, aguardando o dia da volta de Jesus Cristo para serem ressuscitados (e não para reencarnarem, o que é bem diferente). "Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.(I Tessalonicenses, 4: 13 - 18). Se haverá ressureição quando da volta de Cristo, porque Deus permitiria que fôssemos para o céu após a morte? Não faz sentido.

Se há ressurreição, não pode haver reencarnação. São duas idéias incompatíveis. E, como dissemos anteriormente, se há reencarnação e evolução da "alma", para que Jesus morreu na cruz do Calvário? Como o salário do pecado é a morte, Jesus tomou sobre si os nossos pecados e morreu em nosso lugar: "carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados." (I Pedro, 2: 24). A reencarnação traz, implicita, a negação da necessidade de um salvador morto e ressurreto.

Acreditamos na sinceridade e na fé de todas as pessoas; mas a Verdade, segundo a Palavra de Deus, deverá sempre prevalecer. Este artigo tem a finalidade de alertar as pessoas para o engano que Satanás está conseguindo difundir por todo o mundo, inclusive entre aqueles que se consideram cristãos. Que Deus abençoe e a todos e que Sua luz possa iluminar a sua mente e o seu coração.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Feliz Sábado!


"Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou." (Êxodo, 20: 8 - 11).


NOTA: A Palavra de Deus é eterna e Ela nos diz que foi o próprio Deus, com Seu dedo, quem escreveu os Dez Mandamentos. Vejamos: "E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus." (Êxodo, 31: 18). Muitos afirmam que a Lei de Deus não vale mais e, principalmente, o sábado fora destinado aos judeus e não aos cristãos. Isso não é verdade. Deus instituiu o sábado na criação, como memorial da sua obra, pois "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia. (Gênesis, 1: 31), ou seja, quando ainda não havia povo judeu.

O Senhor Jesus criou o sábado para que o homem pudesse descansar das suas obras cotidianas e ter um encontro especial com Deus nesse dia. Além disso, Jesus mesmo afirmou que toda a Lei (inclusiveo quarto mandamento, que é o sábado) valeria até que tudo fosse cumprido: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra." (Mateus, 5: 17 e 18). E sabemos que ainda não se cumpriu tudo. Você pode perguntar: "o que falta, uma vez que Jesus já fez tudo para nos salvar? Até entregou Sua vida na cruz?" Mas, uma coisa ainda falta: A SUA VOLTA COM PODER E GRANDE GLÓRIA.

Portanto meu amado, a Lei de Deus ainda está em vigor (e com ela o quarto mandamento) e Ele espera que a obedeçamos, como fruto da nossa fé e nosso amor por aquEle que nos salvou, por aquEle que entregou a vida por nós; Ele mesmo, o autor dessa Santa Lei: o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

"Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei. Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom." (Romanos, 3: 31 e 7: 12).

Em breve postarei um estudo especial sobre o quarto mandamento e a guarda do sábado.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Feliz Sábado!


"Colhiam-no, pois, manhã após manhã, cada um quanto podia comer; porque, em vindo o calor, se derretia. Ao sexto dia, colheram pão em dobro, dois gômeres para cada um; e os principais da congregação vieram e contaram-no a Moisés. Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o SENHOR: Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte. E guardaram-no até pela manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos. Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto o sábado é do SENHOR; hoje, não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá. Ao sétimo dia, saíram alguns do povo para o colher, porém não o acharam. Então, disse o SENHOR a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? Considerai que o SENHOR vos deu o sábado; por isso, ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia. Assim, descansou o povo no sétimo dia." (Êxodo, 16: 21-30).

NOTA: Esses versos referem-se ao momento em que o povo de Israel vagava pelo deserto e Deus enviava, a cada dia, o maná para que o povo se alimentasse. O detalhe interessante é que Deus dera ordem para cada um colher o que conseguiria comer, o que ficasse para o dia seguinte se estragaria, com exceção da sexta-feira (sexto dia da semana), quando deveria ser colhido em dobro, para que ninguém saísse a colher no sábado (sétimo dia da semana), ou seja, somente de sexta para sábado é que o maná colhido a mais não estragaria. Deus é maravilhoso e o sábado é um presente ao homem dado por um Deus amorável. Feliz sábado!