terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A Perfeição Criadora de Deus

"Pois os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o se eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que foram criadas, de modo que eles são inescusáveis." (Romanos, 1: 20).

É comum, ao findar de um ano e iniciar-se outro, fazermos planos, projetos, propor mudanças de hábitos, entre outras coisas. Tudo natural e até mesmo saudável. Renovam-se, naturalmente, as esperanças de dias mas tranquilos, com menos lutas e mais paz. As expectativas e esperanças, também naturalmente, se renovam. Mas sabemos que as mudanças não ocorrem da "noite para o dia" e que o fato de um ano terminar e outro começar não nos transforma automaticamente, num passe de mágica. 

Para o cristão, a força propulsora da mudança é Deus. Sabemos que o homem, por si só, não é capaz de implementar mudanças em sua vida. Logicamente, a vontade tem que existir, afinal Deus não nos obriga a nada, mas aceita o nosso propósito de mudar de vida e se alegra com isso. 

Estou dizendo isso porque, afinal de contas, eu também tenho planos e projetos para o novo ano; tenho intenção de mudar e melhorar aspectos da minha vida que não me agradaram e que sinto que me prejudicaram no ano de 2012. Conto com Deus para alcançar meus objetivos, minhas metas e consolidar as mudanças tão desejadas - e entre essas mudanças está a intenção de retomar a caminhada ao lado de Cristo e, consequentemente, as publicações nesse blog.

Muito se falou na possibilidade do mundo acabar no ano de 2012; tal assunto suscitou debates e discursos acerca de temas "apocalípticos". Graças a Deus o mundo não acabou e a cada dia temos uma nova chance de lutar por aquilo que queremos; a cada dia temos a chance de amar e ser amado pelas pessoas que nos rodeiam. Porém, chama a atenção como as pessoas se deixam mobilizar por temas e questões sensacionalistas como essa teoria do fim do mundo em 2012, mas não se deixam "prender" pelos temas e histórias maravilhosas dispostas na Bíblia. Muitos acreditaram em uma pretensa profecia dos índios maias, mas acham difícil crer nos relatos bíblicos - o que dizer, então, do relato da criação? Muitos vão afirmar se tratar de fábulas, algo que somente os ignorantes conseguem crer. Logicamente, não estou afirmando que todos acreditaram que o mundo acabaria em 2012, da mesma forma, muitíssimos se recusam a crer que Deus é o criador de tudo e, ao final, será o mesmo a restaurar tudo à sua forma original. 

Deus, esse poderoso ser, sobrenatural, invisível, creio firmemente, está sempre ao meu lado e ao seu também - basta deixarmos um pouco a arrogância de lado e de acharmos que sozinhos somos capazes de tudo, para "enxergarmos" Sua presença. É reconfortante saber que esse mesmo ser, todo-poderoso, é o mesmo que nos criou, é o mesmo que nos trouxe à vida e que formou, com tamanha perfeição, um planeta no qual pudéssemos habitar. Deus, não está num pedestal inalcançável; ao contrário, Ele se move de amor por cada uma das suas criaturas e vem estar conosco cada segundo da nossa vida. 

A primeira necessidade que temos, para aceitar que Deus criou o mundo e que o universo não surgiu do nada, de uma explosão cósmica ou algo que o valha, é a humildade. Por meio do profeta Isaías, Deus nos diz: "Não fez a minha mão todas essas coisas, e assim vieram a existir? diz o Senhor. É para este que olharei: para o humilde e contrito de espírito, e que treme da minha palavra." (Isaías, 66: 2). Que maravilha é saber que um ser tão poderoso, capaz de criar o universo somente pelo poder de Sua palavra, se aproxima daquele que é humilde, isso porque Ele também é humilde - humilde ao ponto de se fazer humano e morrer para salvar o homem.

Como disse o apóstolo Paulo, não temos desculpas para não crer em Deus e no Seu poder criador diante das maravilhas da natureza, diante das belezas e perfeições que nos cercam. Basta raciocinarmos um pouquinho: se o universo é infinito, com bilhões e bilhões de galáxias, planetas, estrelas e outros astros, quantas coincidências seriam necessárias para que um ínfimo planeta estivesse na distância milimetricamente correta da gigantesca (e quente) estrela em torno da qual orbita, para que pudesse subsitir vida? Se o planeta terra estive "um centímetro" mais próximo do sol ou "um centímetro" mais afastado, isso seria suficiente para que a vida no planeta fosse inviável. Outras tantas condições são necessárias para que possa haver vida na terra: a influência da lua, os movimentos de rotação e translação, etc. 

Porém, uma das características que mais me chama atenção tem haver com a inclinação e posição da Terra em relação ao Sol. A inclinação da Terra e sua posição em relação ao sol fazem com que o hemisfério sul receba mais radiação solar que o norte; mas, para que haja um equilíbrio da temperatura e condições ideais para a vida no nosso planeta, Deus fez o hemisfério sul com mais água do que no hemisfério norte, o que "refresca" a temperatura do planeta e cria as condições ideais para o desenvolvimento da vida - se, ao contrário, o hemisfério sul tivesse mais terra que o hemisfério norte, isso bastaria para inviabilizar a vida na Terra; a água tem uma função reguladora da temperatura no planeta. Seria no mínimo muito estranho que tudo isso tivesse ocorrido de maneira aleatória e ao acaso! Tudo isso nos mostra que é mais fácil crer que "alguém" projetou nosso planeta e também o universo do que crer que tudo surgiu ao acaso! É perfeição demais. 

Não haveria espaço aqui e nem o autor possui conhecimento científico suficiente para dissertar mais sobre os detalhes da vida no planeta e as condições necessárias para tal nos seus pormenores. Por exemplo, o que dizer da menor partícula existente que compõem todas as matérias existentes: o átomo. "... os átomos devem  ser estáveis o suficiente para que sejam criados objetos materiais estáveis. a estabilidade dos átomos depende das forças que mantém juntas as suas partes. Os átomos contêm partículas carregadas que se atraem e se repelem. As forças de atração e repulsão devem ser cuidadosamente equilibradas."¹ Caso alguma dessas forças fossem maior ou menor, muitos dos elementos que hoje encontramos no atmosfera e que possibilita aos seres vivos respirar não existiria; oxigênio, hidrogênio, gás carbônico, carbono, tudo essencial para a vida, não existiriam. 

Portanto, mais uma vez faço minhas as palavra de Paulo: "Pois os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o se eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que foram criadas, de modo que eles são inescusáveis." (Romanos, 1: 20)Que desculpas, científicas ou não, apresentaremos para refutar a ideia de que Deus criou o universo, diante das maravilhas com as quais nos deparamos cotidianamente? Se você ainda não crê, olhe-se no espelho, veja todo o seu corpo, pense nos seus órgãos, nas funções desempenhadas por cada um deles e que se um falhar a vida também falha. Não há como não ter um projetista por trás de máquina tão perfeita. Assim é com o nosso corpo, assim é com o planeta, assim é com o universo.

"Oh, vinde, adoremos e prostremo-nos, ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou; pois Ele é o nosso Deus, e nós povo o seu pasto e ovelhas da sua mão. Se hoje ouvirdes a sua voz, não endureceis os vossos corações..." (Salmos, 95: 6 - 8).

1 - Lição da Escola Sabatina, Origens, p. 5, 1º Trimestre de 2013.



quinta-feira, 28 de julho de 2011

Viagem ao Sobrenatural

Depoimento espetacular de um homem que se envolveu com adoração aos demônios e com o contato com os "espíritos" de pessoas mortas. Não deixem de assistir e deixe seus comentários. Que Deus abençoe a todos e abra os nossos olhos para as verdades que nos cercam.



(Uma Viagem ao Sobrenatural - Parte I - Entrevista com Roger Morneau)



(Uma Viagem ao Sobrenatural - Parte II - Entrevista com Roger Morneau)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Divórcio: Festa ou Luto?

"E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne." (Gênesis, 2: 23 e 24).

Tenho a firme fé e crença de que Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo dia. Por mais que queiram tentar provar o contrário - o que também se tornará, inevitavelmente, um exercício de fé - tenho a certeza de que Deus, onipotente como é, fez esse mundo pelo poder de Sua palavra e gastou míseros seis dias e, portanto, creio que a linguagem do livro do Gênesis é literal e não simbólica como muitos, inclusive pretensos teólogos, querem fazer acreditar.

Dentre as maravilhas da criação de Deus, reveladas na natureza e no ser humano, podemos destacar duas instituições criadas por Ele para abençoar o ser humano: o sábado (shabat / descanso semanal) e o matrimônio ou casamento.

Acerca do sábado já falamos muito nesse blog (e falaremos mais ainda!), cumpre-nos, agora, falar um pouco acerca do casamento e do que Deus por meio dessa instituição faz para abençoar o ser humno - ainda mais agora que chega em terras brasileiras uma moda que já pegou na América do Norte: a festa de divórcio.

Deus criou o homem com o intuito de ver nele refletida Sua imagem - "Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;" (Gênesis, 1: 26) -  e, ao refletirmos a imagem do Criador, poder adorá-lo plenamente e ter comnhão completa com Ele. Porém, algo intrometou nos planos de Deus: o pecado. A partir de então já não éramos e não somos a perfeita imagem dEle. O pecado alterou não só a natureza ao nosso redor, mas principalmente, alterou a natureza humana.

Mas Deus continua preocupado com o bem estar de Suas criaturas e esse bem estar envolve diversos aspectos que Ele não deixou passar em branco. Vejamos alguns:

1. saúde física: o sábado foi o primeiro sinal dessa preocupação - Deus nos concedeu esse presente para que possamos, semanalmente, parar e recuperar nossas energias; além disso, Ele também se preocupou com a nossa alimentação: "E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento." (Gênesis, 1: 29).

2. saúde espiritual: o pecado trouxe degenaração não só física ao ser humano, mas e, principalmente, degeneração espiritual. O pecado separou o homem da comunhão plena de Deus ("Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça." Isaías, 59: 2), mas Ele proveu uma saída para isso também: Jesus Cristo. Por meio de Seu Filho, foi restabelecida a comunhão com o Pai: "Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação." (II Coríntios, 5: 18 e 19). Assim, por meio de Jesus temos paz com Deus e plena saúde espiritual.

3. Saúde emocional: quando Deus cria o homem e afirma que ele não deveria viver só e, assim, cria também uma companheira, igual a ele, o Pai está mostrando a preocupação com a saúde emocional dos seres humanos, afinal, pouquíssimas pessoas conseguem, efetivamente, serem felizes estando na solidão.

Nesse sentido, Deus institui o matrimônio e assim o torna tão sagrado como qualquer outra coisa criada ou por Ele instituida. Não é de se admirar portanto, que o inimigo de Deus seja também inimigo de Suas criaturas e de Suas instituições. Vemos, já há muito, o sábado sendo pisado e, na moderniade, o casamento também sendo desconsiderado e até mesmo menosprezado.

Infelizmente, cada dia que passa, mais "novidades" surgem no cotidiano humano, a última é essa que citamos acima: pessoas festejando o fato de estarem divorciadas. Mas fica a pergunta: será mesmo motivo de festa a separação de pessoas que um dia pretenderam passar a vida toda juntas? E os sonhos e planos feitos? E os filhos, caso os tenham, será que também irão comemorar o fato de seus pais estarem se separando?

Em uma conversa com os fariseus, Jesus, ao ser perguntado se era lícito ao homem dar carta de divórcio a uma mulher, sem meias palavras, foi taxativo: "Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carneDe modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem." (Mateus, 19: 4-6).

Ainda, a maioria dos casais exige uma cerimônia religiosa, além das obrigações civis; mas é fato também que a maioria dessas cerimônias são realizadas muito mais com o intuito de cumprir uma "obrigação" social do que, efetivamente, receber as bençãos de Deus. Mas, uma vez que a cerimônia foi realizada por um sacerdote (seja padre, pastor ou algo que o valha), cremos que Deus ali colocou a sua benção e, assim, os dois se tornam uma só carne. Veja o parecer do apóstolo Paulo: "Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja;" (Efésios, 5: 28 e 29). Como posso eu odiar aquela a quem Deus me uniu? Como posso festejar a separação daquela que gerou, em seu ventre, os filhos que Deus nos deu como presente? Como posso festejar o fim de um sonho, o fim de um projeto de vida? Como posso festejar o que, para o outro, pode significar profunda dor e profunda mágoa?

Vivemos em tempos em que os sentimentos, as insitituições e a fé são banalizadas. Não nos importa mais o que o outro sente, importa o que eu estou sentindo. Vivemos um tempo em que a noção de liberdade se torna cada vez mais equivocada. Em nome dessa pretensa liberdade eu me sinto no direito de destruir, literalmente, a vida de outras pessoas. Sabemos as consequências desatrosas que a separação dos pais causam na vida de crianças e adolescentes ainda em formação.

O que mais assusta é a naturalidade com que coisas assim são tratadas pelas pessoas envolvidas e pela mídia em geral. Tudo é engraçado e motivo de risos e piadas. No inicio gera-se um estranhamento, mas depois..... tudo muito natural.

Você que está lendo esse artigo, pode pensar: "que pessoa mais conservadora, quadrada, careta!" Talvez. Mas eu sei no que creio. Sei que existe um Deus zeloso, pelo ser humano e pelos Seus mandamentos. Se ser cristão é ser conservador, se ser fiel ao casamento é ser conservador, se prezar pela felicidade do outro é ser conservador, então, sou conservador com todas as letras e que Deus possa preservar na minha vida e na sua o dom de amar o outro, com os defeitos que ele, assim como você e eu, tem.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Assim Como nos Dias de Noé

"Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o receberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem." (Mateus, 24: 37-39).

Este espaço, de maneira humilde e simples, tem se dedicado a apresentar e discutir a esperança de todo verdadeiro cristão, qual seja, o retorno, com poder e grande glória, de nosso amado Senhor, Jesus Cristo.

Ele próprio, quando aqui esteve, abriu conversações sobre esse tema. No capítulo 24 do Evangelho de Mateus está relatada a conversa de Jesus com seus discípulos que lhe pedem: "Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século." (Mateus, 24: 3).

Na verdade, Jesus não lhes indica somente um sinal, mas vários; entre eles sempre lembramos de guerras e rumores de guerras, fomes e doenças em todas as partes do mundo, terremotos, entre outros. Porém, um sinal que nos chama bastante atenção está relatado nos versos 37 a 39: "Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o receberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem." (Mateus, 24: 37-39).

Mas, então, como eram os dias de Noé? O que nos diz a Bíblia sobre aqueles longíquos e distantes dias? Quais as semelhanças entre o nosso tempo e o tempo antidiluviano?

Vejamos: "Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração. Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Porém Noé achou graça diante do SENHOR. Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus. Gerou três filhos: Sem, Cam e Jafé. A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra. Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra." (Gênesis, 6: 5-13).

Nos tempos de Noé o homem havia se tornado sobremodo mau, corrompido e violento. Será que Jesus equivocou-se a comparar os últimos dias (que cremos estar vivendo neles) com os dias do patriarca da arca?

Não é necessário muita coisa para afirmarmos, de modo absoluto: NÃO, Jesus não se equivocou. Com os olhos num passado longíquo e ainda num futuro distante, Jesus pôde perceber gravíssimas semelhanças -graves, não só por envolver atitudes de violência e corrupção, mas graves pelo momento da história que vivemos.

Seria exagero afirmar que hoje, como naqueles tempos, o desígnio do coração do homem tende sempre para o mal? Diariamente nos deparamos com notícias as mais absurdas, envolvendo o aspecto da violência, que tem atingido níveis jamais imaginados. O próprio Brasil, há pouqíssimo tempo, assustou-se com o nível de violência de um jovem (também vítima da violência cotidiana) que adentrou uma escola de crianças e adolescentes, no Rio de Janeiro, e matou cerca de 12 alunos, a sangue frio e depois tirou a sua própria vida. Crimes como este, por aqui, eram só conhecidos por acontecer em terras distantes (EUA e Europa).

As notícias de corrupção e roubo tomam conta das páginas de nossos jornais e do tempo (caro, por sinal) e espaço dos telejornais; desvio de dinheiro público, falsificações, suborno, mentiras, tudo em nome de um enriquecimento fácil e rápido e à custa de muitas vidas. Também há pouquíssimos meses, em Belo Horizonte foi fechado um laboratório e presos seus proprietários e farmacêutico, por falsificarem medicações; estima-se que 4 mulheres faleceram em virtude desses medicamentos. O laboratório é, ainda, alvo de investigação em Roraima, acusado pela morte de 13 recém-nascidos.1

Tudo isso, para aquele estudante diligente da Palavra de Deus, é triste, mas não novidade, afinal, foi Jesus mesmo quem nos alertou: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos." (Mateus, 24: 12). Ou seja, outro sinal importante da proximidade da volta de Jesus e que está na base de todo o sofrimento causado pela violência e a corrupção do coração humano é, sem dúvida, a falta de amor. A vida nada mais vale, é descartável, as pessoas se tornaram descartáveis. Muitas vezes são apenas números em estatísticas frias e assombrosas de quantas pessoas estão na linha da miséria ou abaixo da linha da pobreza; de quantos assassinados por dia; de quantas mães abandonam seus recém-nascidos na sarjeta; de quantas mulheres agredidas ou violentadas; de quantas crianças e adolescentes sofrendo abusos dos próprios pais.

Além disso, Jesus alertou que as pessoas viveriam a sua vida sem perceberem os dias urgentes que vivemos e isso se mostra até mesmo entre o cristianismo prevalecente. O fato de Jesus estar às portas não nos deve impedir de criar nossos filhos, de realizarmos sonhos profissionais ou de casamentos, porém, essas coisas não nos devem impedir o preparo necessário para "receber" Jesus quando Ele aparecer nas nuvens dos céus. O momento é solene, não é momento de festas, de glutonarias e bebedices e os professos cristãos parecem que ainda não se aperceberam disso, vivem como se Jesus nunca fosse voltar. Atente bem para as palavras do apóstolo Paulo: "Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,  idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticamE os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito." (Gálatas, 5: 19-21 e 24 e 25).2

Algumas centenas antes de Jesus fazer tal profecia, o profeta Daniel, cujas visões também giravam em torno da segunda vinda de Cristo, prognosticou: "Por sua astúcia nos seus empreendimentos, fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas." (Daniel, 8: 25). Neste caso, Daniel alerta para o perigo  que é viver despreocupadamente, uma vez que estamos em meio a um conflito milenar entre o bem e o mal e, aqueles que vivem desapercebidamente ou sem preocupação com os tempos em que estamos vivendo, infelizmente, encontrarão somente a ruína e a destruição.

Mas o Senhor é também misericórdia. Nos dias precedentes ao dilúvio, Noé achou graça diante do Senhor. Nesses últimos dias Ele também achará graça em muitos de nós. É necessário, porém, que tomemos uma posição ao lado de Cristo; é necessário não perder de vista o grande conflito no qual estamos inseridos e realizar as obras daquEle que como homem em tudo foi tentado, mas sem pecado (Hebreus, 4: 15); é necessário cumprir, em nossas vidas, a ordem do Mestre, de amar uns aos outros, de amarmos ao próximo como a nós mesmos; somos chamados para ser sal da terra e luz do mundo; com a permissão de Deus, arrisco-me em ir mais longe, devemos ser as últimas chamas do fogo do amor a arder nesse mundo de pecado, dor e violência; lembre-se, Jesus disse que o amor se esfriaria de QUASE TODOS, que estejamos entre aqueles cujo gelo do ódio e da indiferença não prevaleceram em suas vidas.

Deus abençoe a todos.



quinta-feira, 5 de maio de 2011

O que Deus está esperando de nós?

Na última terça-feira (dia 03/05), assistindo ao jornal regional que passa por volta das 12:15 h., deparei-me com uma notícia que me chamou bastante a atenção, a realização de um show gospel a ocorrer dia 07/05 na cidade onde resido, Belo Horizonte. Não posso negar que, ao ver aquela reportagem, fiquei chocado e profudnamente triste. Mas você pode estar se perguntando, porque triste? Um show evangélico não tem nada demais. Porém, como se dizia nos anos 80, é aí que mora o perigo. A grande maioria dos cristãos vive hoje como se não houvesse perigo em nada nesse mundo; uma vez que aceitei Jesus, não bebo e não fumo, tudo bem, o resto está "liberado". E a Bíblia e a história nos mostram que não é bem assim. 

Vejamos o que mais me chamou a atenção e mais me chocou e entristeceu na citada reportagem, logicamente, à luz das Escrituras Sagradas. 
1. O nome do evento: POP GOSPEL BRASIL. Vejamos o que significa a palarva "gospel": é uma palavra em inglês (EUA) para designar "Evangelho" ou "Boas Novas"; "POP": para nós parece lógico que refere-se a algo popular; no contexto cultural de exposições, shows e eventos, liga-se à uma cultura pop (pop art, como era designada na década de 70), cultura essa completamente desvinculada dos aspectos religiosos e totalmente secular. 

Tudo bem, posso concordar que nós, cristãos, queremos tornar o mais popular possível o conhecimento acerca de Jesus e Suas boas novas de salvação. Porém, uma coisa é tornar algo conhecido, outra é torná-la pop, nesse caso, fazer com que algo sacro e religioso tenha roupagens seculares com a justificativa que sirva para agradar jovens não cristãos e atraí-los para o nosso "lado" - lembremos que Jesus não se fez popular, muito menos pop; também não falou ou fez algo para agradar outros e assim se aproximar deles. Jesus falava a verdade, pregava a verdade e, principalmente, vivia pela verdade, mesmo desagradando até mesmo os mais poderosos. Aquele que se aproxima de Cristo, tem que se aproximar pela fé e pelo amor às Suas verdades, não sendo necessárias estratégias que misturem sagrado e profano nas mesmas coisas para atrair para Jesus quem quer que for ("A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir entre o imundo e o limpo" Ezequiel, 44: 23).

2. Quando ouço o título "POP GOSPEL BRASIL", logo me vem à mente a lembrança outros enventos: POP ROCK BRASIL e AXÉ BRASIL, eventos seculares, onde correm soltas a libertinagem, a glutonaria, a bebedeira e as drogas. Fico então me perguntando que necessidade é essa que o cristão de hoje tem de se parecer com o mundo? Veja o que a Bíblia diz: 

"Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente." (I Cor. 2: 12); 

"o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai," (Gálatas, 1: 4);
"Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo." (Gálatas, 6: 14);

"A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo." (Tiago, 1: 27);

"Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus." (Tiago, 4: 4);

"Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente." (I João, 2: 15-17).

Diante desses versos da Bíblia Sagrada, será que precisamos dizer algo mais acerca dessa necessidade de muitos cristãos hoje imitar as coisas do mundo? Deus aceita rock pra Jesus? Funk pra Jesus? Axé pra Jesus? Forró pra Jesus? Pop pra Jesus? Absolutamente, não, Ele não aceita, pois são coisas do mundo e se são do mundo não são espirituais e, conforme a própria Bíblia diz, não há comunhão entre a luz e as trevas (II Cor., 6: 14).

3. Muitos desses cristãos afirmam que são "livres" em Cristo Jesus e portanto que não há pecado em realizar e participar de eventos dessa natureza. Realmente, quando aceitamos a Jesus como nosso Senhor e Salvador, estamos livres, mas livres do pecado, já não mais somos escravos do pecado e já não mais vivemos pecando (é fato que somos todos pecadores e cometemos pecados, mas é bem diferente viver pecando, ou seja, pecando constantemente e persistentemente). 

Muitos afirmam, ainda, que não bebem, não fumam e que como aceitaram a Jesus podem, agora, agir da maneira que quiserem; isso é uma grande ilusão. Deus nos convida, a cada dia, a nos tornarmos uma nova criatura ("E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas." II Cor. 5: 17); a ser crucificado com Jesus e ressucitar em novidade de vida("Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida." Romanos, 6: 4). E eu pergunto: que novidade de vida é essa em que cristãos querem, cada vez mais se parecer com o mundo e "curtir" as coisas do mundo?

4. Vivemos tempos solenes e, infelizmente, as pessoas comuns e mesmos os cristãos na sua maioria andam desapercebidos. Vejam o que Jesus disse:

"Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos." (Lucas, 17: 26).

Cristo, aqui, não quer dizer que não devamos nos casar, trabalhar e cuidar da nossa vida, mas não devemos deixar as coisas espirituais em segundo plano. Ele prometeu voltar e nenhum de nós sabe o dia e a hora, por isso devemos estar atentos e vivendo santa e piamente ("Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna;" Romanos, 6: 22), orando e vigiando para que esse dia não venha sobre nós como um ladrão e nos pegue a todos de surpresa.

Será que Jesus, em nossos dias, frequentaria esses shows, mesmo que a letras falem dEle? Jesus juntou-se aos pecadores para resgatá-los, mas jamais adentrou ambientes impuros ou pecaminosos; Ele, por meio da Sua bondade, do Seu amor e da pregação da Verdade, atraiu as pessoas a Si e é assim que devemos proceder. Devemos dar o exemplo, exemplo de humildade, de abnegação, de sacrifício se preciso for e de amor para atrair as pessoas a Jesus e o Espírito Santo completar a obra na vida dessas pessoas. 

Escrevo essas linhas não com a intenção de condenar ninguém, afinal eu não sou Deus para julgar, muito menos para condenar alguém. Sei que muitos dos jovens que lá estarão dia 07/05 estão com o coração puro e, em sua inocência, não tem noção do que estão fazendo ou do que estão participando; mas escrevo para alertar aqueles que, pela graça de Deus entrarem em contato com este blog, desejam participar desse evento que em nada ajuda a santificação e a caminhada cristã. 

Que Deus abençoe a todos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mais sinais da volta de Jesus

Voltamos a escrever neste blog devido, infelizmente,  a  mais uma tragédia que chama a atenção de todos nós. Trata-se do terremoto ocorrido no litoral do Japão no dia de hoje (11/03/2011) às 14: 46 horário local e 2:46 horário de Brasília.

Um dos maiores terremotos que se tem notícia - 8.9 graus na escala Richter, escala essa que vai até 9.0; daí a noção da grande magnitude e poder destrutivo desse terremoto, que provocou um tsunami gigantesco que atingiu, principalmente, a cidade de Sendai, província de Miyagi, no norte da arquipélago.

Apesar das imagens chocantes da onda invadindo e devastando a cidade, como o Japão é um país sujeito a constantes terremotos, a população está bem preparada para reagir a esses acontecimentos e poucas mortes foram registradas, levando-se em conta a magnitude do terremoto e a força da onda que invadiu a ilha. Até mesmo Tóquio, a 400 km de Sendai, sofreu com a força da onda, que está prevista para chegar à Ásia e até mesmo aos EUA e ao litoral da América do Sul, felizmente sem força suficiente para provocar grandes estragos.

Mas o que chama mais atenção em mais essa manifestação da natureza é o cumprimento cabal das palavras de Jesus Cristo: "Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares;" (Mateus, 24: 7); "Porque se levantará nação contra nação, e reino, contra reino. Haverá terremotos em vários lugares e também fomes. Estas coisas são o princípio das dores." (Marcos, 13: 8). Como o objetivo principal deste blog é chamar a atenção das pessoas para a breve volta de Cristo (nossa bem aventurada esperança) e os sinais manifestados entre nós não nos deixa dúvida de que a Sua promessa, de retornar, está prestes a acontecer.

Muitos com certeza podem considerar isso fanatismo, alarmismo e afirmar que coisas assim sempre aconteceram. É verdade, sempre aconteceram terremotos, furacões, guerras, violência, etc., mas nunca tiveram a dimensão que agora ganham. Esse terremoto no Japão e a tsunami por ele gerado, por exemplo, foram transmitidos ao vivo por um canal de tv japonesa para o mundo todo. No passado as coisas aconteciam e as notícias lentamente chegavam a outras partes do mundo (isso quando chegavam). O fato é que o mundo está "diminuindo", a população aumentando e as catástrofes cada vez vitimam mais e mais pessoas e, assim, o mundo inteiro, mesmo que de maneira indireta é afetada.

Vejamos por exemplo outro aspecto. Jesus afirmou, no mesmo contexto o seguinte: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos." (Mateus, 24: 12). Alguém é capaz, em sã consciência, de afirmar que isto não está ocorrendo? Quanto nos deparamos com notícias envolvendo a banalização da vida humana? Assassinatos, estupros, conflitos armados, guerras sanguinárias, entre outras coisas. Se olharmos hoje para o mundo muçulmano e os países passando por revoltas, rebeliões que já são consideradas como guerra civil - este é o caso da Líbia.

Podemos entender iniquidade como pecado, maldade, atos contra Deus e contra o nosso próximo. De fato, as pessoas têm se tornado cada vez mais individualistas e egoístas; o que conta é o desejo e a satisfação imediata deste, o preço que se vai pagar não importa, ainda que seja a vida do outro.

Ao navegar pela internet deparei-me com a notícia da morte de uma jovem de 21 anos, assassinada pelo vigia da escola onde trabalhava, por recusar dar-lhe um beijo. Uma jovem bonita, estudante, com uma vida toda a ser construída, destruída em segundos por causa do desejo não satisfeito de uma pessoa. É o amor se esfriando de quase todos ou não?

Amigos e irmãos de fé, a lição de tudo isso é que, apesar dos acontecimentos a nossa fé na volta de Cristo não deve esmorecer jamais, foi Ele mesmo quem afirmou que tudo isso era somente o princípio das dores, mas que deveríamos erguer as nossas cabeças por que nossa redenção se aproxima (ver Lucas, 21: 28).

Deus seja louvado pela fé que nos concede. Façamos cada um a sua parte, primeiramente aceitando a Jesus como nosso Salvador e, além disso, não permitindo que em nossa vida o amor esfrie jamais.

Que Deus abençoe a cada um, aumente a nossa fé e a nossa esperança na breve volta de Jesus.

"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira." (Romanos, 5: 8 e 9).

sábado, 25 de setembro de 2010

Está Consumado

"Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito." (João, 19: 30).

 Nossa irmã e fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen G. White, de maneira inspirada escreveu o seguinte parágrafo, no livro O Desejado de Todas as Nações:

"Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais. Ao meditar assim em Seu grande sacrifício por nós, nossa confiança nEle será mais constante, nosso amor vivificado, e seremos mais profundamente imbuídos de Seu espírito. Se queremos ser salvos afinal, teremos de aprender aos pés da cruz a lição de arrependimento e humilhação." (P. 83).

Cristo, evidentemente para todo o cristão, é modelo e exemplo; e é contemplando ao Cordeiro morto desde a fundação do mundo que seremos transformados em novas criaturas: "E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito." (II Coríntios, 3: 18).

Jesus Cristo, o criador de todo o universo (ver João, 1: 3) deixou toda a Sua glória, ao lado do Pai, para assumir a nossa condição e levar, à cruz, a nossa condenação, qual seja, a morte: "porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. - Romanos, 6: 23; "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus." (II Coríntios, 5: 21). E foi o mesmo Jesus que disse que deveríamos ser iguais a Ele, mansos e humildes de coração (ver Mateus, 11: 29) e, ainda, aprender a nos humilhar assim como Ele próprio se humilhou, ao ponto de morrer a morte mais vergonhosa de todas no lugar de pecadores como nós.

Como criador do universo, mesmo tendo deixado Sua divindade obliterada pela sua humanidade, Ele sabia que deveria padecer e sofrer por cada ser humano, aqueles que já tinham vivido antes dEle, por aqueles que viviam em Sua época e por aqueles que viriam a exisitir: "Tendo dito estas coisas, Jesus levantou os olhos ao céu, e disse: "Pai, é chegada a hora, Glorifica a Teu Filho, para que também o Teu Filho Te glorifique a Ti. Pois lhe deste autoridade sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos os que lhe deste. (...) Por eles me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade. Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela Sua Palavra hão de crer em mim." (João, 17: 1, 2, 19 e 20). E, somente por meio do Seu sofrimento e morte, teríamos a garantia da liberdade - em relação ao pecado - e da vida eterna. Leia, por favor, com atenção, os versos a seguir:

"Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos." (Isaías, 53: 4-6).

"E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João, 3: 14-16).

"E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo." (João, 12: 32).

O castigo que foi lançado sobre Ele e que nos trouxe a paz envolveu sofrimentos físicos (agressões, chibatadas, cora de espinhos e, finalmente, a cruz) e humilhação (aqueles que Ele veio salvar, os do Seu próprio povo, O rejeitaram e foram os primeiros a pedir sua crucifixão). Porém, não foram estes que mais causaram dor em nosso Salvador, mas foram o sofrimento moral, uma vez que Cristo carregava sobre Seus ombros os pecados de toda a humanidade: "carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados." (I Pedro, 2: 24) e, principalmente, a separação do Pai, ocasionada por esses mesmos pecados (ver Isaías, 59: 2).


Na Revista Adventista de março de 2008, o pastor, professor e teólogo José Carlos Ramos, em um artigo acerca do sofrimento de Jesus, escreveu: "Fomos nós que causamos Sua angústia no jardim. Por nossa causa, Ele suou gotas de sangue e teve o coração quebrantado, razão de Sua morte prematura na cruz. Assim, não foram exatamente os maus tratos, o açoite, a própria crucifixão, que mais fizeram Jesus sofrer, mas principalmente o peso dos nossos pecados. (...) Ele amargou a conseqüência última da iniqüidade: separação de Deus, implicando agonia mental tão intensa ‘que Ele mal sentia a dor física’.” (RAMOS, José Carlos. Revista Adventista, p. 14, março de 2008).

A última frase de Cristo, antes de depor Sua vida, “está consumado”, representou, sem dúvida alguma, um brado de dor e de alívio, mas fora também um brado de vitória, qual seja, vitória sobre Satanás e vitória sobre o pecado. Definitivamente o império de Satanás estava destruído e o homem livre do cativeiro do pecado. Jesus pagava, assim, a dívida que era nossa: "porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor." (Romanos, 6: 213). Deus tinha Seu caráter vindicado perante todo o universo e Jesus nos reconciliava com o Pai e abria novamente o caminho para o céu.

Era, também, um brado de amor: amor de um Deus que Se entregou pela raça humana e de um Pai que não poupou Seu próprio Filho: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.” (Romanos, 5: 8-11).

Diante de tão grande sacrifício e de tão grande misericórdia, o apóstolo Paulo expressa sua preocupação com aqueles que negligenciam a salvação em Cristo Jesus: “Como escaparemos nós se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hebreus, 2: 3).

Querido amigo, Jesus Cristo veio a este mundo para morrer por mim e por você; Ele se fez homem e sofreu a fim de que pudesse se compadecer também dos nossos sofrimentos e assim se tornou nosso intercessor e nosso sumo-sacerdote (ver Hebreus, 4: 15). O pecado tem pesado sobre os nossos ombros e sobre aqueles que nós mais amamos; víolência, vícios, maus hábitos, doenças e separação são algumas das consequências da vida que o ser humano tem levado; somente olhando para cristo, autor e consumador da nossa fé (ver Hebreus, 12: 2) ser-nos-á possível viver em novidade de vida; somente Ele poderá nos restituir a alegria de viver e a esperança de uma vida sem dor, sem lágrimas; somente nEle temos a certeza da salvação e da vida eterna.

Haveria de ter sido inútil para nós essa singular manifestação do amor divino? Não é este o momento para também dizermos ‘está consumado’? isto é ‘dou por definitivamente consumada minha entrega a Jesus, devolvendo a Ele o que por direito é Seu?’ Somente assim ser-lhe-á efetivada a posse total de nosso ser. ‘Filho Meu, dá-me o teu coração’ (Provérbios, 23: 26).” (RAMOS, José Carlos. Revista Adventista, p. 14, março de 2008).

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Feliz Sábado!

"Guardareis os meus sábados, e o meu santuário revenrenciareis. Eu sou o Senhor." (Levítico, 19: 30).

Nos tempos anteriores a Cristo, Deus exigiu que se construísse um tabernáculo ou santuário para habitar no meio do povo. Ao mesmo tempo exigia-se do povo o cumprimento de uma série de rituais e festas, tais como a páscoa, primícias, tabernáculos e o dia da expiação. Algumas dessas festas, notadamente o dia da expiação, caíssem o dia que caíssem, deveria ser considerada um sábado (shabat), ou seja, um dia de repouso, assim como o sábado do sétimo dia semanal.

Não um dia para indolência, mas para reverenciar a Deus e o Seu santuário. Os sábados da Bíblia, tanto podem ser o sábado semanal, assim como os sábados cerimoniais (falaremos disto num próximo post).

Precisamos lembrar que, uma vez que Cristo veio como homem, cumpriu toda a justiça (ver Mateus, 3: 15) e tudo que a respeito dEle escreveram os profetas, não havia mais necessidade de rituais e leis, uma vez que o verdadeiro cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo fora morto, fora sacrificado. Não era mais necessário o templo, uma vez que Jesus é Emanuel, ou seja, Deus conosco (ver Mateus, 1: 23) e por meio do Seu representante, o Espírito Santo, Ele habita em cada um de nós - agora, nós somos o templo de Deus:

"Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; pois o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado." (I Coríntios, 3: 16 e 17);

"Ou não sabeis que o nosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus? Não sois de vós mesmos; fostes comprado por bom preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo [e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus]. (I Coríntios, 6: 19 e 20).

Esses versos mostram como devemos nos preocupar em reverenciar o templo de Deus que o nosso próprio corpo - devemos cuidar dele pois fomos comprado por bom preço que é o sangue de Jesus Cristo; esse cuidado envolve a nossa saúde e, consequentemente, tudo aquilo que comemos, aquilo que bebemos, como nos vestimos, como é nosso asseio pessoal, quanto trabalhamos e quanto descansamos. O descanso é parte essencial na busca por boa saúde e o sábado surge como um bálsamo para os cansados, os oprimidos, os estressados; é um dia especial de descanso nos braços de Deus.

Feliz sábado para você e desfrute bem estes momentos maravilhosos com Deus. Não abra mão desse presente maravilhoso.

domingo, 25 de julho de 2010

O sábado foi feito para o homem

"Então lhes disse: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado." (Marcos, 2: 27).

Muito tenho visto, seja em sites de estudos bíblicos ou em sites de cristãos leigos, afirmarem, categoricamente, que o sábado foi feito para os judeus e que, portanto, não é necessário ser observado por nós, "gentios". Outro argumento que se usa é que estamos sob o tempo da graça e sob a nova aliança e que, assim, não estamos mais debaixo da lei, não sendo necessário, consequentemente, observar o sábado como dia de guarda.

São, esses, argumentos verdadeiros ou falaciosos? Para responder a essa pergunta, devemos, antes de tudo, deixar os pré-conceitos de lado, nos vestir com as vestes da humildade e recorrer à única pessoa que pode dirimir essa dúvida: Deus e a Sua Santa Palavra, a Bíblia Sagrada.

Primeiramente, precisamos entender o que é o sábado. A palavra sábado vem do hebraico shabat (שבת ) que siginifica "descanso" e está relacionada "com o verbo shavāt, que significa "cessar", "parar". Apesar de ser vista quase universalmente como "descanso" ou um "período de descanso", uma tradução mais literal seria "cessação", com a implicação de "parar o trabalho" (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Shabat).

O sábado tem a sua origem, segundo o relato bíblico, na criação da terra: "Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. Havendo Deus acabado no sétimo dia a obra que fizera, descansou nesse dia de toda a obra que tinha feito. E abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou, porque nele descansou de toda a obra de criação que fizera." (Gênesis, 2: 1-3). Notamos, portanto, já nesse primeiro relato acerca do sábado, que ele foi instituído por Deus (descansou, abençoou e santificou) em um momento da história (o sétimo dia) quando já existia o ser humano (o mesmo fora criado no sexto dia) e ainda não havia povo judeu ou povo de Israel.

Mas porque Deus descansou? Se acreditamos que Deus é onipotente, e de fato o é, não haveria necessidade de Deus descansar. Mas, além de onipotente, Deus é misericordioso e amoroso; preocupa-se com o bem estar de Suas criaturas, por isso Ele nos deixa o exemplo ao descansar, ao final de Sua obra criadora, esperando que nós façamos o mesmo - imaginemos que não tivéssemos um dia ao menos para descanso em meio à confusão e turbulência da vida moderna, o que seria da nossa saúde física, mental e espiritual? Além disso, ao abençoar o sétimo dia, Ele o tornou um canal de bençãos para os seus filhos e ao santificá-lo, Ele o separou para uso sagrado.¹

É importante ressaltar, ainda, que o sábado não é meramente um dia de "cessação", existe um sentido muito mais amplo por trás da observância desse dia. A própria Bíblia afirma que o sábado é o dia do Senhor - por mais que tentem provar que o dia do Senhor é o domingo, as Sagradas Escrituras afirmam, categoricamente, que esse dia é o sábado; vejamos, nas palavras do próprio criador, Jesus Cristo: "Pois o Filho do homem é senhor do sábado." (Mateus, 12: 8); "Portanto, o Filho do homem até do sábado é senhor." (Marcos, 2: 28); "Então Jesus lhes disse: O Filho do homem é senhor até do sábado." (Lucas, 6: 5). Assim sendo, ao observarmos esse dia conforme Deus nos pede, estamos mostrando ao mundo que servimos ao Deus verdadeiro, ao Deus criador - aí está o grande sentido do sábado, testemunhar ao mundo que há no céu um Deus criador, um Deus mantenedor e um Deus salvador: "Santificai os meus sábados, e servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor vosso Deus." (Ezequiel, 20: 20); nessas palavras, por intermédio do profeta Ezequiel, Deus nos mostra que o sábado é um sinal e um testemunho daqueles que servem e que pertencem a Deus - somente os judeus são servos do Altíssimo ou nós também o somos?

O sábado é sinal também de santificação. A caminhada cristã é uma caminhada em busca da verdadeira e plena santificação, que nada mais é que nos separarmos das coisas do mundo e vivermos uma vida reta e justa diante de Deus (ver I João 2: 15-17); de fato, não temos poder em nós mesmos para isso; necessitamos da obra de Deus em nossos corações e foi por isso que Jesus orou ao Pai: "Eles não são do mundo, como Eu do mundo não sou. Santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade." (João, 17: 16 e 17). Nesses termos, o sábado surge, também, como um sinal da nossa santificação e do processo de transformação e redenção de Deus em nós: "Também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que Eu Sou o Senhor que os santifica." (Ezequiel, 20: 12). Mais uma vez pergunto: somente os judeus devem buscar o caminho da santificação ou todos nós, seguindo a ordem de Cristo, também devemos buscar a santificação?

Uma prova, irrefutável, de que Deus separou o sábado para toda a humanidade e o colocou como sinal de sua aliança com o ser humano e não somente com o judeu, está descrito no capítulo 56 de Isaías, que agora transcrevemos aqui para que você, meu sincero amigo e minha sincera amiga, possa ler e refletir se a observância do sábado foi determinada somente para os judeus:

"Assim diz o SENHOR: Mantende o juízo e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça, prestes a manifestar-se. Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal. Não fale o estrangeiro que se houver chegado ao SENHOR, dizendo: O SENHOR, com efeito, me separará do seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que eu sou uma árvore seca. Porque assim diz o SENHOR: Aos eunucos que guardam os meus sábados, escolhem aquilo que me agrada e abraçam a minha aliança, darei na minha casa e dentro dos meus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará. Aos estrangeiros que se chegam ao SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos. Assim diz o SENHOR Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos." (Isaías, 56: 1-8).

É fácil notar e aceitar, basta sinceridade no coração, de que o sábado é para todos, para os judeus, para o estrangeiro (gentio) e para os eunucos; os que guardam o sábado e não o profanam fazem aquilo que é agradável a Deus. Vejamos mais um trecho do profeta Isaías, agora no capítulo 58: "Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse." (Isaías, 58: 13 e 14). Você pode até questionar: mas não temos por pai a Jacó; esse era pai do povo judeu?! De fato, se pensarmos do ponto de vista físico, do ponto de vista humano. Mas notemos as palavras do apóstolo Paulo na carta aos gálatas: "Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado por justiça, sabe, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão." (Gálatas, 3: 6 e 7); segundo Paulo, espiritualmente, somos filhos de Abraão e, consequentemente, temos por "pai" a Isaque e a Jacó (Israel) e a promessa de Deus a todos que honrarem Seu santo dia é que Ele nos sustentará com a herança de Jacó, nosso pai espiritual e derramará bençãos sem medida sobre nossas cabeças.

Quanto ao argumento de que agora vivemos sob o tempo da graça e não debaixo da lei e que, portanto, estamos desobrigados a guardar o sábado, podemos concluir, também, que isso é uma falácia. Os mandamentos de Deus - única parte da Escritura escrita pelo próprio Deus - são a norma e o fundamento do Seu governo e do Seu caráter. Não podemos imaginar um reino ou uma nação ou mesmo uma pequena coletividade que não tenha uma lei a ser seguida.

Deus sempre exerceu a sua graça para com o ser humano, mesmo em relação às personagens do antigo testamento, pois, mesmo naquela época, as obras não poderiam salvar ninguém, mas somente a fé e o patriarca Abraão é um bom exemplo disso, veja o que o apóstolo Paulo diz: "Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Se, de fato, Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus. O qeu diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça." (Romanos, 4: 1-3). Note bem, foi pela fé que Abraão foi justificado e não pelas obras, o que quer dizer que ao tempo do velho patriarca Deus já concedia a Sua graça e a Sua misericórdia aos homens. O tempo da graça existe desde que Adão e Eva caíram em pecado e Deus fez a promessa de redenção, por meio de Cristo Jesus (ver Gênesis, 3: 14 e 15), reiterando essa promessa a Abraão (ver Gênesis, 12: 3  e Gênesis, 22: 18).

Por isso, devemos refutar o argumento de que estamos sob a graça de Deus e não mais precisamos obedecer Seus mandamentos. Se assim fora, também, poderíamos matar, roubar ou adulterar? Quando Deus estava prestes a entregar as tábuas com os mandamentos, escritos pelo Seu próprio dedo, Deus deu uma ênfase toda especial no quarto mandamento, que diz respeito ao sábado, vejamos: "Disse mais o SENHOR a Moisés: Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica. Portanto, guardareis o sábado, porque é santo para vós outros; aquele que o profanar morrerá; pois qualquer que nele fizer alguma obra será eliminado do meio do seu povo. Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do repouso solene, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do sábado fizer alguma obra morrerá. Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento. E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus." (Êxodo, 31: 12-18).

Jesus, com toda a Sua autoridade, afirmou que não veio para abrogar ou anular a Santa Lei de Deus, mas veio confirmar, veio cumprir e, enquanto, tudo não se cumprir a Lei estará em vigor e com ela o quarto mandamento que é o santo sábado e que aquele que ensinar algo diferente disso será considerado o menor no reino de Deus (ver Mateus, 5: 17-19). E, além disso, a nova alinça, selada pelo sangue de Cristo, previa também a impressão de Sua Lei em nossas mentes e em nossos corações: "Esta é a aliança que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor. Porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei." (Hebreus, 8: 10).

Paulo, inspiradamente, nos mostra que a fé jamais anula a lei e que, ao contrário, nos leva à observância da lei de Deus: "Se Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão, anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes confirmamos a lei." (Romanos, 3: 30-31). Paulo foi o maior defensor da justificação pela fé; e ele estava coberto de razão. Ninguém se salva por obras, por guardar mandamento e por observar o sábado; mas conforme ele mesmo disse, a nossa fé é manifestada pela obediência aos ditames divinos, ou então ele não afirmaria ainda: "Que diremos, pois? Havemos de pecar por não estarmos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum. Portanto, a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom." (Romanos 6: 1 e 7: 12). Não aprofundaremos aqui a discussão acerca do pecado, mas é importante registrar que o apóstolo João afirma que pecado é a transgressão da lei e se lembrarmos que o quarto mandamento (Lembra-te do dia de sábado para o santificar....) faz parte dessa mesma lei, se não o observármos, estaremos transgredindo a lei divina e, consequentemente, caindo em pecado (ver I João, 3: 4).

Portanto caros amigos e caras amigas, a Bíblia nos alerta a não darmos ouvidos a qualquer vento de doutrina; a Palavra de Deus é clara e suficiente para salvar a todos aqueles que a ela se achegarem; "Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração." (Hebreus, 4: 12). Se o seu propósito é servir e adorar a Deus, guarde os Seus mandamentos e honre o Seu santo sábado e todos saberão que é Ele que o santifica e que Ele é o Seu Deus.

"Então o dragão (Satanás) irou-se contra a mulher (igreja), e foi fazer guerra aos demais filhos dela (fiéis), os que guardam os mandamentos de Deus, e mantém o testemunho de Jesus." (Apocalipse, 12: 17).

1 - Alberto R. Timm, O Sábado na Bíblia - Por que Deus faz questão de um dia. Casa Publicadora Brasileira, Série Perspectiva, 2010, p. 25.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sinais do Fim II - A Destruição de Jerusalém

"Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela" (Lucas, 19: 41).

Sempre que se fala em escatologia (estudo sobre os tempos e eventos finais) e nos sinais que antecederão a volta de Jesus Cristo, pensamos logo nos mais evidentes: guerras e rumores de guerras; fomes e doenças; terremotos e calamidades, entre outros. Porém, alguns sinais são mais insinuosos e um desses diz respeito à profecia que Jesus fez acerca da destruição da cidade de Jerusalém.

Cerca de 2.000 anos a.c., Deus chamou a Abraão para com ele fazer uma aliança e fez a promessa que dele faria uma grande nação. Abraão gerou Isaque e esse, por sua vez, gerou a Jacó, cujo nome foi mudado para Israel (ver Gênesis, 32: 22-32). Jacó ou Israel teve 12 filhos homens que deram origem às 12 tribos de Isarel, iniciando-se aí a formação do povo judeu ou povo de Israel.

A aliança de Deus com Abraão se concretizou e tomou forma final quando o povo de Israel peregrinava no deserto do Sinai, após sua fuga do Egito: "Tomou, pois, Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Este é o sangue da aliança que o Senhor fez convosco no tocante a todas estas palavras." (Êxodo, 24: 8). Às palavras de Deus, repassadas por Moisés, o povo, em uma só voz asseverou: "Tudo o que o Senhor falou, faremos. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo. (...) e o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor falou, faremos. Então tomou o livro da aliança, e o leu ao povo, e eles disseram: Tudo o que o Senhor falou faremos, e obedeceremos." (Êxodo, 19: 8 e 24: 3 e 7).

É importante ressaltar que Deus escolheu um povo para que fosse guardador e difusor de Suas verdades. Em meio a um mundo dominado pelo paganismo era interesse de Deus que um grupo de pessoas preservassem a verdadeira adoração ao Deus criador e, além disso, levasse esses conhecimentos aos povos com os quais eles entrassem em contato. Infelizmente, os judeus fracassaram nessa missão e, para piorar, após o reinado do Rei Davi, eles próprios se afastaram de Deus e caíram em idolatria (ver livros de I Reis e II Reis) e, paulatinamente, tornaram-se fechados e exclusivistas. Porém, Deus sempre manteve um remanescente, ou seja, um grupo fiel às Suas verdades e aos Seus princípios; podemos citar, rapidamente, algumas pessoas que,  em meio à corrupção do povo, mantiveram-se fieis a Deus: José, Elias, Eliseu, Daniel, Josias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Davi e muitos outros. Em função desse afastamento, Deus permitiu que, mais uma vez, Seu povo fosse levado ao exílio; desta feita em Babilônia.

No passado, o rei Davi demonstrou a Deus sua intenção de construir um templo em Jerusalém, o que o Senhor não o permitiu, afirmando que um de seus descendentes é que eregiria o templo (ver II Samuel, 7). Trata-se de Salomão, o filho de Davi que o sucedeu no trono sobre Israel. Conta a história que o templo de salomão era algo magnífico, construído com madeiras do Líbano (cedros e ciprestes) e com grande quantidade de ouro. O templo, à época dos patriarcas e dos reis, era o centro da religião judaica; Deus ali se manifestava por meio do Shekinah. Como o povo caiu em idolatria e pecado, Deus permitiu que o rei Nabucodonosor, rei de Babilônia, destruisse a cidade de Jerusalém e junto com ela o magnífico templo de Salomão e, para piorar, Nabucodonosor levou todos os utensílios sagrados do templo para sua cidade. A derrota do povo de Israel não tinha sido somente uma derrota bélica, mas uma derrota espiritual.

Porém, Deus na Sua infinita misericórdia prometera ao povo, por meio do profeta Jeremias, que esse novo cativeiro duraria 70 anos e que após esse tempo o povo voltaria a habitar sua terra natal (ver Jeremias, 25: 11 e 12 e 29: 10). Além dessa promessa, o Senhor fez uma outra de grande significado, por meio do profeta Ageu: "É esta a aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito. E o meu Espírito habita no meio de vós. Não temais. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, dentro em pouco, abalarei os céus, e a terra, e o mar, e a terra seca. Abalarei todas as nações, e o desejado de todas as nações virá, e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos. Minha é a prata, e meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos." (Ageu, 2: 5-9).

Séculos após a destruição do templo de Salomão, por volta do ano 515 a.c. foi erigido um segundo templo, que se tornou conhecido como templo de Herodes. Referindo a esse segundo templo foi que Deus afirmou que sua glória seria maior que a do primeiro. Sabemos pela história que o segundo templo foi um templo belo, mas que não sobrepujou a beleza e imponência do primeiro. O historiador Flávio Josefo, que viveu no primeiro século depois de Cristo, descreveu assim o templo de Herodes: "nada faltava ao exterior do templo para deixar deslumbrados os olhos e a mente. Sendo recoberto por todos os lados com placas maciças de ouro, tão logo despontava o sol, começava o templo a emitir brilhantes raios,  com tal intensidade, que as pessoas que tentassem contemplá-lo teriam que proteger os olhos, como fariam em relação aos raios do sol. Aos estranhos que se aproximavam da cidade, o templo se assemelhava a uma montanha coberta de neve, pois tudo aquilo que não estava recoberto de ouro era absolutamente branco." (The Jewish War, 5.222 [Loeb 3: 269] in MAXWELL, C. Mervyn, Uma nova era segundo as profecias do Apocalipse, p. 16).

Mas, se o segundo templo não sobrepujou a beleza e a imponência do primeiro templo, como Deus pôde afirmar, por meio do profeta Ageu, que a glória do segundo templo seria maior que a do primeiro? Justamente aí, falhou o povo de Israel, ou seja, perderam de vista que o que glorificava o templo não eram as placas de ouro ou as peças de mármore, mas a presença do Senhor dos Exércitos. Em função do exílio e dos sofrimentos advindos em decorrência do pecado e da idolatria, os líderes religiosos judeus lançaram uma sobrecarga sobre as leis divinas (os Dez Mandamentos e as leis civis e cerimoniais dadas a Moisés), levando o povo a uma obediência excessiva e, porque não dizer, opressiva; fixaram seus olhos, sua mente e seus corações na Lei e esqueceram-se do Autor da Lei e isso era tão grande pecado quanto os atos passados do povo.

Ao final dos seus três anos de ministério e uma semana antes de seu suplício, Jesus Cristo caminhava para Jerusalém e ao chegar próximo pôde vislumbrar a Cidade Santa e, como profeta, divisar quão ímpia era agora aquela cidade que por tempos foi a própria morada de Deus entre os homens. Foi por isso que "Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isso está encoberto aos teus olhos. Dias virão sobre ti em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão de todos os lados. Derrubar-te-ão, a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem. Não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste o tempo da tua visitação." (Lucas, 19: 41-44). Jesus, nessa predição, foi claro em afirmar que o pecado daquele povo foi não recebê-lo como o Messias, como o Salvador enviado para salvar a humanidade; mais uma vez aquela cidade estava condenada à destruição; ela e o centro da religião judaica: o templo.

Jesus não só foi rejeitado pelos seus, foi também condenado a uma morte ignominiosa. Ao condenar o Filho de Deus a uma morte violenta e vergonhosa, o povo de Israel estava a selar o seu destino enquanto povo escolhido, e quando afirmaram: "o Seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos." (Mateus, 27: 25), definitivamente determinaram seu destino e trouxeram grande maldição sobre si. Com tristeza profunda a encher-lhe o coração, Jesus predisse a destruição de Jerusalém, afirmando que não ficaria pedra sobre pedra que não fosse derrubada (ver Lucas 21 e Mateus 24).

Além disso, na destruição da Santa Cidade, estava prefigurada a destruição que em breve se abaterá sobre esse planeta, também por causa da impenitência, rebeldia e desobediência da raça humana; assim como os judeus atraíram sobre si destruição, o ser humano, impenitente, rebelde e desobediente, está a atrair sobre si a ira de Deus sem mistura de misericórdia (ver Apocalipse, 14: 10).

Deus, por causa do pecado persistente do povo de Israel, retirara Seu Santo Espírito de Jerusalém, assim será também nesses últimos dias e, sem a atuação do Espírito Santo a reter as forças das trevas, Satanás, o arquiinimigo de Deus, terá livre acesso às almas, levando os homens a se entregarem às paixões mais vis e aos pecados mais assustadores. O apóstolo Paulo, antevendo os últimos dias escreveu: "Sabe, porém, isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeição natural, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também destes." (II Timóteo, 3: 1-5).

"Cristo viu em Jerusalém um símbolo do mundo endurecido na incredulidade e rebelião, e apressando-se ao encontro dos juízos retribuidores de Deus. As desgraças de uma raça decaída, oprimindo-lhe a alma, arrancavam de Seus lábios aquele clamor extremamente amargurado. Viu a história do pecado traçada pelas misérias, lágrimas e sangues humanos; o coração moveu-se-lhe de infinita compaixão pelos aflitos e sofredores da Terra; angustiava-se por aliviar a todos. Contudo, mesmo a Sua mão não poderia demover a onda das desgraças humanas; poucos procurariam a única fonte de auxílio. Ele estava disposto a passar pela morte, a fim de colocar a salvação ao seu alcance; poucos, porém, viriam a Ele para que pudessem ter vida." (WHITE, Ellen G., O Grande Conflito, p. 22).

No ano 70 d.c. Jerusalém foi destruída pelo exército romano. Jesus, em conversa com Seus discípulos, alertou-os: "Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabereis que é chegada a sua desolação." (Lucas, 21: 20); "Portanto, quando virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes." (Mateus, 24: 15 e 16); e os que creram em Suas palavras e fugiram, ao verem Jerusalém sitiada pelos exércitos de Tito, não pereceram na destruição da cidade. Fontes históricas relatam a dramaticidade da luta e do sofrimento daqueles que permaneceram dentro dos muros de Jerusalém: “É então um caso miserável, uma visão que até poria lágrimas em nossos olhos, como os homens aguentaram quanto ao seu alimento ... a fome foi demasiado dura para todas as outras paixões... a tal ponto que os filhos arrancavam os próprios bocados que seus pais estavam comendo de suas próprias bocas, e o que mais dava pena, assim também faziam as mães quanto a seus filhinhos... quando viam alguma casa fechada, isto era para eles sinal de que as pessoas que estavam dentro tinham conseguido alguma comida, e então eles arrombavam as portas e corriam para dentro... os velhos, que seguravam bem sua comida eram espancados, e se as mulheres escondiam o que tinham dentro de suas mãos, seu cabelo era arrancado por fazerem isso...” (JOSEFO, Flávio. Guerras dos Judeus, livro 5, capítulo 10, seção 3).

O mesmo historiador relata como era o povo que habitava aquela cidade: “Eu falarei portanto aberta e francamente aqui de uma vez por todas e brevemente: que nenhuma outra cidade sofreu tais misérias nem nenhuma era produziu uma geração mais frutífera em perversidade do que era esta, desde o começo do mundo.” (Guerras, livro 5, capítulo 10, seção 5).

Jesus predisse com enorme exatidão a destruição de Jerusalém e os sofrimentos e tribulações daqueles dias; portanto, não podemos ser incrédulos quando Cristo afirma: "Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim." (Mateus, 24: 4-14).

Assim como Jesus revelou aos Seus discípulos sinais que antecederiam a destruição de Jerusalém, Ele deixou registrado em Sua Palavra sinais que antecederiam a Sua volta e a destruição do planeta, tal qual nós o conhecemos hoje. Sendo assim, como muitos dos Seus discípulos, atentos aos sinais, conseguiram escapar da destruição e morte, cabe a nós estarmos, também atentos ao sinais que já vemos acontecer, para fugir da ira vindoura de Deus, e sermos achados dignos de estarmos em pé diante do Cordeiro de Deus quando este, cingido com suas vestes de justiça, vier para buscar aqueles que creram em Seu Santo nome e fizeram a Sua vontade.

"Aqui está a paciência dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Apocalipse, 14: 12).

O templo de Jerusalém fora destruído, junto com a cidade, por causa dos pecados do povo de Israel e de sua impiedade. Hoje o templo de Deus é cada um de nós; é trabalho individual e pessoal não permitir que, por conta da incredulidade, impiedade, idolatria e pecado, o templo do Espírito Santo seja destruído no grande dia da ira do Senhor.